sexta-feira, setembro 25, 2026

Dois anos depois, família de servidora de MS cobra justiça por acidente em rodovia do PR

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Dois anos após a morte da servidora da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Priscila Maria da Silva, o caso do grave acidente ocorrido na rodovia PR-445, em Bela Vista do Paraíso (PR), segue sem desfecho público e ainda mobiliza familiares em busca de justiça.

“O que mais machuca é não ter clareza sobre o andamento. A gente espera justiça”, afirma Diego Leite da Silva, um familiar. 

O acidente aconteceu no dia 23 de dezembro de 2023, quando a família saiu de Campo Grande com destino a Itapema (SC), onde passaria as festas de fim de ano. Durante o trajeto, o veículo em que estavam foi atingido por outro carro em uma colisão frontal.

Priscila estava em um Fiat Uno, acompanhada de familiares, quando ocorreu a batida com um Volkswagen T-Cross. Informações divulgadas à época apontam que o outro veículo trafegava em alta velocidade. Testemunhas também relataram que o condutor apresentava sinais de embriaguez e teria tentado deixar o local após o acidente, sendo contido por pessoas que passavam pela rodovia.

Após o acidente, Priscila foi socorrida em estado grave no Paraná e, posteriormente, transferida para Campo Grande, onde permaneceu internada por mais de três meses. Durante esse período, passou por tratamento intensivo, mas não resistiu às complicações.

Ela morreu no dia 22 de abril de 2024.

Uma criança de 8 anos, que também estava no veículo, sofreu fratura no fêmur, passou por cirurgia e seguiu em recuperação após ser transferida para a Capital.

O caso tramita em segredo de Justiça no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, devido ao envolvimento de menores entre as vítimas. De acordo com familiares, uma audiência já foi realizada, mas o andamento do processo ainda gera insatisfação.

Segundo relatos, houve pedido de vista durante a tramitação e, desde então, conforme a família, o caso segue sem avanços recentes, o que pode impactar os prazos.

Dor, silêncio e espera por respostas

“A gente saiu para viver um momento feliz em família, e tudo virou uma tragédia. Nada vai trazer minha irmã de volta”, desabafa Leyni Leite da Silva.

“As crianças sobreviveram, mas carregam até hoje as consequências desse acidente”, relata um familiar.

Nesta data, 22 de abril de 2026, a morte de Priscila completa dois anos, ainda marcada pela ausência de respostas definitivas sobre o caso.

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