O empresário e candidato a deputado federal Aparecido Carlos Bernardo, conhecido como Carlos da UCP, afirma que os trabalhadores continuam na fazenda em Porto Murtinho (MS), após a operação realizada nesta quinta-feira (17) pela Polícia Federal, e atribuiu a falta de registro em carteira a uma decisão dos próprios funcionários.
Em entrevista, Carlos afirmou que os trabalhadores não possuem registro de trabalho por decisão deles e rebateu as acusações de trabalho análogo à escravidão.
Segundo ele, a propriedade oferece estrutura adequada aos funcionários, incluindo alojamentos com ar-condicionado, e as atividades são realizadas em horários que proporcionam conforto térmico.
Outro ponto contestado por Carlos foi a apreensão de armas durante a operação. De acordo com ele, as armas recolhidas não pertencem a ele e a maioria seria de funcionários que trabalham na região.
“Só apreendeu as armas. A maioria é de funcionários, estou sendo injustiçado”, afirmou.

O candidato disse ainda acreditar que a operação tenha motivação política e negou qualquer irregularidade na propriedade rural.
Entenda a operação
A operação da Polícia Federal foi realizada na quinta-feira (17) em uma fazenda de Porto Murtinho (MS). Conforme informado pelas autoridades, 23 trabalhadores estrangeiros foram resgatados durante a ação.
Na propriedade também foram encontradas 14 armas de grosso calibre irregulares, algumas delas com a numeração suprimida.
Os agentes relataram ainda que os trabalhadores não possuíam registro em carteira, tinham salários retidos e eram impedidos de deixar o local.
A ação contou com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e de um helicóptero. As investigações seguem em andamento.

