quinta-feira, novembro 5, 2026

Drauzio Varella conversa sobre pré-diabetes em videocast com famosos

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Para o projeto, Drauzio entrevista celebridades para desmistificar a doença e falar sobre prevenção, formas de tratamento e possibilidades de manter um estilo de vida saudável. O primeiro papo a ir ao ar, nesta quinta-feira (26), é com Debora Bloch, a Odete Roitman de “Vale Tudo” (Globo).

“A proposta é discutir o assunto de forma acessível, com convidados de diferentes áreas. A ideia não é expor condições individuais, mas tratar o tema a partir de experiências e dúvidas reais.

Alguns têm vivência pessoal ou familiar”, comenta Drauzio. “A Debora fala sobre envelhecer com autonomia e manter a rotina de cuidados”, reforça.

Como o projeto é mensal, disponibilizado nas redes do médico e no canal Antes Que Vire, no YouTube, as próximas conversas a serem veiculadas serão com Fabiana Karla, o humorista Wellington Muniz (Ceará) e a médica Thelma Assis.

Ceará, que recebeu o diagnóstico há alguns anos, falará sobre os cuidados com sua saúde para manter a glicemia sob controle. Fabiana Karla explicará como é ser uma pessoa com obesidade e pré-diabetes. O último videocast, com Thelma Assis, unirá sua autoridade científica ao relato pessoal de quem viu o diabetes causar impactos na própria família.

“A intenção é aproximar o tema do cotidiano. Quando as pessoas se reconhecem nas histórias, entendem melhor que o pré-diabetes é uma condição frequente e que pode ser enfrentada antes de evoluir”, reforça o médico.

O Brasil é o país com maior número de diabéticos na América do Sul. Segundo dados do último Atlas da IDF (federação internacional de diabetes, na sigla em inglês), há 17 milhões de pessoas com a doença no país, e a estimativa é que, em 25 anos, esse número chegue a 24 milhões. No mundo, são 588 milhões de adultos diabéticos, sendo 90% dos casos de tipo 2.

O pré-diabetes aumenta as chances de diabetes tipo 2 e pode causar impactos renais e cardiovasculares. O tratamento correto e uma mudança de estilo de vida possibilitam reverter o quadro.

Com o avanço das redes sociais e acesso à informação, há quem compartilhe seus próprios diagnósticos em perfis online e dê dicas de como tratar. Para Drauzio, é preciso tomar cuidado com o tipo de informação que se consome de influenciadores.

“Conteúdos de qualidade, baseados em evidências e produzidos por profissionais capacitados, podem contribuir para conscientizar e estimular mudanças de hábitos. Mas muitas publicações vêm de criadores sem formação médica ou científica, o que aumenta o risco de informações incompletas”, alerta.

O próprio médico diz ter uma vida saudável baseada nas informações mais precisas da ciência. Por isso, afirma ter uma rotina de exercícios e alimentação balanceada.

“Procuro cuidar da saúde como qualquer pessoa deveria cuidar: com regularidade e sem radicalismos. Faço corrida e caminhada há mais de 40 anos. Isso deixou de ser esforço e virou hábito. Saúde não depende de medidas extraordinárias, mas de constância ao longo do tempo.”

Leia Também: Mãe faz alerta após fogão de vidro explodir: ‘Em pedacinhos’

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