sábado, novembro 7, 2026

Empresário é condenado por agredir ex-Miss Universo após crise de ciúmes

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O empresário Nasser Chami foi condenado por lesão corporal e ameaça contra a ex-mulher Guilheny Abramoski, eleita Miss Universo Rio Branco 2023. O crime ocorreu em novembro de 2024, durante uma crise de ciúmes, e o julgamento aconteceu na sexta-feira (11). A decisão foi publicada no Diário da Justiça do Acre na terça-feira (15).

A condenação foi determinada por unanimidade pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), após recurso do Ministério Público do Acre (MP-AC) contra a sentença que havia absolvido Chami. O processo tramita em segredo de Justiça. A defesa informou que irá recorrer.

Segundo o relator, desembargador Samoel Evangelista, havia elementos suficientes para comprovar a lesão corporal e a autoria dos crimes. Entre as provas consideradas está o exame de corpo de delito realizado após o episódio. O Tribunal também analisou a mudança de versão apresentada por Guilheny durante o processo, que foi desconsiderada no acórdão.

Chami foi condenado por lesão corporal contra mulher por razões da condição do sexo feminino e ameaça, no contexto de violência doméstica e familiar. A decisão cita a Lei Maria da Penha e estabelece regime aberto.

Relembre o caso

Em 18 de novembro de 2024, Guilheny relatou ao g1 que chegou em casa e encontrou o marido “completamente agressivo”. Segundo ela, Chami começou a retirar suas roupas do guarda-roupa e ordenou que ela deixasse a residência. Quando tentou segurar a porta, teria sido agredida.

“Ele estava literalmente surtado, me bateu bastante, bateu no rosto, na cabeça, me deu vários tapas”, afirmou. Ela disse que correu para outro quarto, mas o marido continuou as agressões. “Eu gritei bastante, eu gritava pedindo para ele parar, dizia: ‘por favor, para, não me bate’ e mesmo assim ele não parava”, relatou.

Ainda conforme Guilheny, Chami pegou um revólver, colocou na cintura e a obrigou a limpar a bagunça. Depois, teria levado o celular dela ao sair para buscar a filha em uma sessão de terapia. A Patrulha Maria da Penha foi acionada e constatou hematomas no corpo da modelo.

Preso na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Chami foi solto em audiência de custódia em 19 de novembro, após pagar fiança. Foram determinadas medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico e proibição de aproximação ou contato com Guilheny.

O relacionamento durou um ano e três meses. Na época, ela afirmou: “Ele tem uma filha pequena, sempre foi um bom pai, não imaginava que seria assim como marido”.

A advogada Larissa Chaves, responsável pela defesa, afirmou que pretende recorrer “até que a Justiça seja feita”. Em nota, disse considerar um absurdo o recurso do Ministério Público e afirmou que houve inverdade no processo. A defesa declarou ainda que continuará recorrendo em favor de Chami e da própria mulher envolvida no caso.

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