domingo, novembro 1, 2026

Empresários são presos pela PF em Cuiabá suspeitos de esquema de venda de ouro ilegal

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Os empresários José Roberto Ribeiro e Geraldo Henrique Costa Neto foram identificados como os dois alvos de mandado de prisão cumpridos nesta sexta-feira (28) em Cuiabá (MT) durante a Operação Arcanjo, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação tem o objetivo de desarticular um grupo investigado por suposta aquisição e comercialização de ouro de origem ilícita.

Segundo apuração do Primeira Página, Geraldo Henrique Costa Neto é sócio da Gm Brasil Mineração, do ramo de extração de minério de metais preciosos, localizada em Poconé (MT). Já José Roberto Ribeiro é sócio de empresas em Cuiabá e Santo Antônio do Leverger (MT).

A reportagem busca o contato da defesa dos empresários para um posicionamento.

Além das duas prisões em Cuiabá, durante a operação foram cumpridos seis de busca e apreensão na capital. Já em Várzea Grande (MT), foram dois mandados de busca e apreensão. Já em Poconé (MT), foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão.

Fora de Mato Grosso, em São José do Rio Preto (SP) houveram 4 mandados de busca e apreensão cumpridos, enquanto Campo Grande (MS) registrou dois.

Ao todo, foram 2 mandados de prisão e 22 mandados de busca e apreensão, totalizando 24 ordens judiciais cumpridas nas cinco cidades em três estados.

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Grupo teria movimentado mais de R$ 5,2 milhões

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que os suspeitos atuavam na aquisição, na circulação, na comercialização e na ocultação dos recursos provenientes do minério.

Apurou-se, ainda, que o grupo movimentou mais de R$ 5,2 milhões em recursos relacionados às operações investigadas, tendo sido identificada a negociação de cerca de 17,3 kg de ouro.

A análise das movimentações financeiras identificou estrutura com fornecedores, com operadores financeiros, com intermediários, com transportadores e com compradores do minério.

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Conforme a PF, o esquema tinha início na região de Poconé (MT) e seguia para o município de São José do Rio Preto (SP), no qual era recebido e mantido em estabelecimento utilizado para custódia e para comercialização.

A investigação também identificou mecanismos destinados à ocultação e à dissimulação dos valores.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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