domingo, novembro 1, 2026

Espanha anuncia plano para ‘deter genocídio em Gaza’, e Israel rebate

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (8) nove medidas para “deter o genocídio em Gaza”, entre elas um embargo de armas a Israel, a proibição de que navios e aeronaves carregando armamentos com destino ao país utilizem portos e espaço aéreo espanhóis e o bloqueio à entrada de pessoas envolvidas diretamente no que classificou como genocídio.

Madri também informou que ampliará a ajuda à Autoridade Palestina e à Agência da ONU para os Refugiados da Palestina (UNRWA), além de proibir a importação de produtos fabricados em assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados.

“Esperamos que essas medidas sirvam para acrescentar pressão sobre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e seu governo, a fim de aliviar parte do sofrimento da população palestina”, disse Sánchez em pronunciamento transmitido pela TV local.

A decisão ampliou as tensões diplomáticas com Israel. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, acusou o governo espanhol de “campanha contínua anti-Israel e antissemita” e afirmou que Sánchez busca desviar a atenção de escândalos de corrupção domésticos.

Como retaliação, Saar anunciou que Israel proibirá a entrada da vice-primeira-ministra, Yolanda Díaz, e da ministra da Juventude e Infância, Sira Rego, de origem palestina.

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha respondeu em nota, rejeitando “categoricamente as falsas e caluniosas acusações de antissemitismo” e assegurando que o país “não se deixará intimidar em sua defesa da paz, do direito internacional e dos direitos humanos”.

Os atritos aumentaram justamente no dia em que Israel foi vítima de um atentado a tiros em Jerusalém, no qual ao menos seis pessoas morreram. Os agressores ainda não foram identificados. Os grupos terroristas Hamas e Jihad Islâmico comemoraram o ataque, mas não o reivindicaram.

As trocas de acusações ocorrem em um momento em que a França e outros países se preparam para reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia da ONU, no próximo dia 22 de setembro. A Espanha já havia reconhecido a Palestina em maio de 2024, decisão que levou Israel a retirar sua embaixadora em Madri.

Saar ainda declarou que Israel “não arriscaria” sua segurança com “fronteiras indefensáveis” ao lado de uma “organização terrorista”. “Não repetiremos os erros do passado.”

As autoridades reportam que dois “terroristas foram neutralizados”, mas não esclarecem se foram mortos pela polícia no local. Os atiradores seriam palestinos provenientes de Ramallhah, na Cisjordânia ocupada por Israel

Notícias ao Minuto | 05:35 – 08/09/2025

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