quinta-feira, novembro 5, 2026

Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

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Países europeus anunciaram neste domingo (18) o reforço da segurança no Ártico como forma de apoio à Groenlândia, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexar a ilha. Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

Ao longo da semana, França, Alemanha, Reino Unido e outros países enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia, a pedido da Dinamarca. A iniciativa provocou reação de Trump, que ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus enquanto os Estados Unidos não fossem autorizados a adquirir a ilha. No sábado (17), líderes da Europa alertaram para o risco de uma “espiral descendente perigosa” diante das ameaças tarifárias e reforçaram o apoio à soberania dinamarquesa. Em resposta, embaixadores dos 27 países da União Europeia marcaram reunião para discutir o tema.

A ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, destacou o momento delicado ao afirmar: “Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”. Trump justifica o interesse pela Groenlândia por razões estratégicas e pela presença de minerais, e já declarou que não descarta o uso da força, o que elevou o nível de alerta entre países da Otan.

Segundo Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, as empresas locais não devem sofrer impactos diretos com possíveis tarifas. Para ele, “o objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da OTAN”. Manifestações na Dinamarca e na Groenlândia reuniram milhares de pessoas contrárias às declarações do presidente americano.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca anunciou visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir maior coordenação da Otan no Ártico. “O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da OTAN no Ártico deve ser fortalecido”, afirmou Lars Lökke Rasmussen. Já o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, foi direto ao declarar: “Não nos deixaremos chantagear”.

Líderes da Finlândia e da Noruega também defenderam o fortalecimento da segurança regional e ressaltaram que divergências entre aliados devem ser resolvidas por meio do diálogo, não por pressão.

Leia Também: EUA deixa aviso em português: “Se roubar, Trump vai te mandar de volta”

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