A defesa do empresário Joatan Gomes Peixoto esclareceu que o investigado por fraudes na Operação Gutenberg, foi solto por questões humanitárias, ainda no dia 16 de julho.
O advogado André Stuart pontuou que o cliente tem uma filha de 21 anos com grau severo de síndrome de down e totalmente dependente dos pais para cuidados básicos. A soltura se deu pela primeira instância da Justiça e não pela corte recursal. Apesar da soltura, Joatan vai usar tornozeleira eletrônica por, ao menos, 180 dias.
”Ele é cardíaco e esposa dele também. Por isso foi solto”, enfatizou André. Ele reforça que até o momento não foi discutido nada a respeito do mérito da investigação e das acusações contra o cliente.
Editora
Joatan foi sócio da Editora Avante, que segundo o Gaeco, na verdade era comandada pela dentista e empresária Rossana Paroschi Jafar e três filhos dela, que também foram presos. A empresa tinha endereço na capital paulista, mas as relações comerciais eram somente com o poder público em MS, algo que chamou a atenção dos investigadores.
A empresa nasceu nas mãos de Rhayane Souza Fanaia, nora de Rossana Jafar, que até então se dizia dona de brechó. A Avante tinha capital social de apenas R$ 40 mil, mas logo começou a movimentar contratos milionários na venda de livros escolares em prefeituras de MS.

