A execução de João Vitor Alves da Silva Dias, de 23 anos, na noite desta quinta-feira (7), no bairro Caiobá, em Campo Grande, expôs mais uma vez a situação de falta de segurança e policiamento no bairro, o que assusta moradores e comerciantes.
Para o TopMídiaNews, um comerciante que não quis se identificar, por medo de represálias, disse que o bairro está ‘largado’, sem alvo frequente de criminosos. “Estamos sem segurança pública nenhuma aqui. Já não é o primeiro caso; são vários acontecendo. À noite, ninguém quer mais andar pelo bairro”, destacou.
Com a debandada da população, que se esconde em suas casas assim que o dia acaba, o comércio da região sofre com as perdas de clientes. “Os comerciantes aqui estão assustados, as pessoas também. A gente precisa que a segurança pública aperte mais o cerco aqui. Onde há polícia, não tem bandido, né?”, reforçou. “Estamos praticamente à mercê dos bandidos”.
Segundo moradores, a Prefeitura de Campo Grande foi acionada, com pedidos de maior policiamento na região, mas eles não obtiveram resposta.
O caso
João Vitor estava em casa, na Rua Cachoeira do Campo, quando dois indivíduos em uma motocicleta vermelha, com a placa coberta por uma sacola plástica, chegaram de surpresa ao local. O garupa desceu do veículo e efetuou cinco disparos na vítima e, em seguida, fugiram no local.
O jovem foi socorrido pela irmã e levado até a CRS Coophavila II, mas não resistiu aos ferimentos. Para a polícia, a mãe de João relatou que o filho não possuía rixas e não sabe quem pode ter sido o autor dos disparos.
Ponto de execução
No início do ano, dois homens, de 26 e 31 anos, foram baleados em uma tentativa de execução na Avenida Afluente, a poucas ruas de onde aconteceu o crime contra João Vitor.
Na época, as vítimas detalharam à polícia que estavam andando na rua quando foram surpreendidas pelos suspeitos, que estavam em uma moto e passaram efetuando disparos. Diante disso, um deles foi atingido no pé e o outro no tórax.
Mesmo feridos, eles foram sozinhos até uma unidade de saúde no Coophavila procurar ajuda e receberam o atendimento inicial. Enquanto isso, as autoridades realizaram o trabalho de perícia na cena da tentativa de assassinato.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura acerca do que pode ser feito sobre a segurança do bairro e aguarda retorno. O espaço segue aberto.


