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Família faz festa em aeroporto para receber mulher após transplante de fígado

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Familiares e amigos fizeram uma festa no aeroporto para receber a aposentada Ana Lúcia Vieira, que retornou a Cuiabá após passar sete meses longe de casa. Ela se recupera de um transplante de fígado realizado em Brasília.

“Vida nova. Agora a gente vai viver com responsabilidade”, afirmou Ana Lúcia durante o reencontro.

A aposentada já fazia acompanhamento médico devido à esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado. Segundo ela, o quadro se agravou após uma internação por chikungunya e evoluiu para cirrose.

Encaminhada para Brasília, Ana Lúcia entrou na fila de espera pelo transplante em janeiro. Dez dias depois, recebeu a notícia de que havia um órgão compatível.

“Quando eu cheguei para o transplante, não tinha noção da dimensão da situação. Meu doador era um adolescente. Imagine a dor dessa mãe, desse pai, dessa família. E eu fui uma das pessoas que recebeu o fígado dele”, contou.

Autorização da família

No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da autorização dos familiares. Por isso, profissionais de saúde reforçam que quem deseja ser doador deve comunicar a decisão às pessoas próximas.

De acordo com a responsável técnica da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso, Heloise Helena Siqueira Borges, a recusa familiar ainda é o principal obstáculo para a realização dos procedimentos.

Em Mato Grosso, 20 pacientes aguardam um transplante de córnea e cerca de 130 estão na fila por um rim. Em 2026, até agosto, o estado havia registrado oito doações de múltiplos órgãos, segundo a central.

Melissa Emorge de Arruda está à espera do transplante de coração em Curitiba. - Foto: Arquivo pessoal

A espera também faz parte da rotina da família de Melissa, de 6 anos. A menina é de Cuiabá, está internada em Curitiba e depende de um equipamento enquanto aguarda um transplante de coração.

Após receber uma nova oportunidade, Ana Lúcia passou a incentivar outras famílias a conversarem sobre o assunto.

“Conversem com suas famílias e doem órgãos. Para quem morreu, infelizmente, não vai servir, mas, para quem está vivo, é muito gratificante”, disse.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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