A família de José Albino Fraida Cordeiro, de 71 anos, busca respostas sobre a morte repentina do idoso ocorrida na madrugada do dia 3 de outubro, no CRS (Centro Regional de Saúde) do Aero Rancho, em Campo Grande. Ele estava em tratamento contra uma pneumonia e, segundo os familiares, não apresentava sinais de agravamento no estado de saúde que justificassem uma morte tão súbita.
De acordo com a filha, Josiane Cordeiro, de 28 anos, o pai foi levado ao CRS no dia 23 de setembro, após se queixar de cansaço constante.
“Ele passava o dia todo na mercearia e estava reclamando de muito de cansaço. Quando levei ele no médico, viram que o pulmão estava muito carregado, mas meu pai nunca fumou na vida”, conta.
José começou a tratar a pneumonia detectada com antibióticos intravenosos e, inicialmente, deveria passar sete dias indo até a unidade de saúde para receber a medicação. Como não apresentava melhora, os médicos prolongaram o tratamento por mais três dias. No último dia de aplicação, decidiram internar o idoso para conseguir uma vaga no hospital.
“Ficamos lá das 9h da manhã até 19h da noite, esperando vaga. Quando foi por volta das 22h30, aplicaram um remédio nele. Meu pai estava bem, estava comendo normalmente. E, de repente, 1h30 da manhã me disseram que ele tinha morrido”, relata Josiane.
A filha afirma que toda a família estranhou a morte repentina, já que José parecia estável. “A gente quer saber o que foi aplicado nele naquela noite. O que deram, a quantidade, tudo. Ele estava se tratando, estava indo todos os dias, e aí, justo quando ia internar, acontece isso. Não dá para entender”, questiona a filha, que espera resposta da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
A reportagem entrou em contato com a secretaria para obter detalhes sobre o atendimento prestado a José Albino Fraida Cordeiro e aguarda retorno.


