O feminicida identificado como Gilberto Jarson, de 50 anos, acusado de assassinar a subtenente e ex-mulher Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, continua preso após determinação em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (8).
A determinação foi realizada pela Juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, e o homem continuará preso preventivamente enquanto aguarda encaminhamento do caso.
De acordo com apurações, o caso será encaminhado para o tribunal do júri. O crime aconteceu nesta segunda-feira (6), e, na ocasião, o suspeito alegou que a morte da subtenente teria sido suicídio.
A versão foi desmentida após investigações periciais. O assassinato de Marlene marca o primeiro feminicídio de 2026 em Campo Grande, sendo o nono em Mato Grosso do Sul.
O caso
A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues foi encontrada morta em casa, na Rua do Lince, bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. Ela tinha um ferimento causado por disparo de arma de fogo.
Ela foi encontrada fardada, com uma arma no coldre e outra ao seu lado, no chão. Vizinhos teriam ouvido o barulho do tiro e acionaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
O caso será investigado como feminicídio. Marlene participou de uma das primeiras turmas da Polícia Militar feminina de Mato Grosso do Sul, estava aposentada, mas retomou o serviço por meio de programa de incentivo.


