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Feminicida tentou mentir dizendo que subtenente tirou a própria vida em Campo Grande

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A morte da subtenente da Polícia Militar Marlene, registrada em uma residência na Rua do Lince, em Campo Grande, é investigada como possível feminicídio após indícios de que o companheiro dela teria tentado forjar um suicídio.

Inicialmente, a ocorrência foi repassada à Polícia Militar como um suposto caso de suicídio. A equipe da Força Tática do 9º BPM foi acionada após um familiar relatar que a policial teria tirado a própria vida. No entanto, ao chegarem ao endereço indicado, os militares encontraram uma cena que levantou suspeitas.

Marlene foi localizada caída ao chão, já sem sinais vitais, vestindo farda, com a arma institucional ainda no coldre. Um revólver calibre .38 estava sobre um baú próximo ao corpo. Do lado de fora da residência, o suspeito foi encontrado com as mãos ensanguentadas.

Um policial militar que mora na região, contou que foi chamado por uma moradora após ela ouvir um disparo. Ao chegar ao local, encontrou o homem em silêncio e com sangue nas mãos. Diante da demora para abrir o portão, ele decidiu pular o muro e, já dentro da casa, viu o suspeito ao telefone segurando uma arma de fogo. O policial ordenou que ele largasse a arma, o que foi feito.

Testemunhas relataram ainda que eram frequentes as discussões entre o casal, com gritos constantes por parte de Gilberto. Uma vizinha afirmou, inclusive, já ter ouvido Marlene pedindo ajuda em ocasiões anteriores.

Em depoimento, o suspeito apresentou versões contraditórias. Em um primeiro momento, afirmou que não presenciou o disparo, alegando que a subtenente teria atirado contra a própria cabeça enquanto ele estava próximo à porta. Depois, disse que tentou impedir o ato e que sua mão estaria sobre a da vítima no momento do tiro, o que poderia justificar eventual presença de resíduos de pólvora.

Ele também mudou a versão sobre a arma encontrada no local. Inicialmente, disse desconhecer o revólver calibre .38, mas depois afirmou que Marlene teria adquirido o armamento recentemente e que ela pretendia usá-lo para tirar a própria vida.

As inconsistências, somadas a indícios periciais e às circunstâncias da cena, levaram os policiais a suspeitar de tentativa de encobrir um crime. Diante da situação, companheiro de Marlene foi preso em flagrante e encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Ainda segundo o registro policial, o corpo da subtenente tinha lesões incompatíveis com a versão apresentada por seu companheiro.

O caso segue em investigação.

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