segunda-feira, novembro 2, 2026

Flamengo pede o fim do gramado sintético no Brasil

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O Flamengo divulgou na noite da última segunda-feira (10) um documento com propostas para o Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), modelo brasileiro de Fair Play Financeiro conduzido pela CBF.

Entre as principais sugestões do clube carioca, está o fim do gramado sintético em competições nacionais. O Rubro-Negro alega que a “discrepância nos custos de manutenção entre gramados naturais e artificiais provoca desequilíbrios financeiros entre os clubes e prejudica a saúde física de jogadores e atletas”.

O Flamengo participa ativamente da construção do Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), modelo brasileiro de Fair Play Financeiro conduzido pela CBF.O Clube apresentou propostas para fortalecer a governança e a transparência no futebol.🔗 Leia a nota completa em:…— Flamengo (@Flamengo) November 10, 2025

A utilização de gramados artificiais vem sendo cada vez mais comum no futebol brasileiro e é adotada principalmente por Palmeiras e Botafogo. No entanto, há um debate corriqueiro a respeito de supostos fatores que prejudicariam a integridade dos jogadores.

Além disso, o Flamengo também se dispôs a ser “uma plataforma para elaboração e execução do Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF)”, conforme a proposta da CBF.

Outras sugestões

O Flamengo tratou também de outros assuntos no documento apresentado, principalmente a respeito de questões financeiras. O Rubro-Negro deseja que clubes em situação de recuperação judicial sejam impedidos de registrar novos atletas, tendo como exemplo o Vasco da Gama, que passa por uma reestruturação de suas dívidas.

Entre outas propostas, o Flamengo também sugere punições rígidas para clubes devedores como bloqueios integrais em janelas de transferências, mesmo que o débito seja quitado. Há também um pedido de fiscalização não apenas à “folha salarial” (CLT), mas também ao custo total do elenco, incluindo direitos de imagem, luvas, bônus, comissões de agentes e impostos.

Veja as propostas do Flamengo na íntegra

Tratamento de clubes em RJ/REJ: impedir que clubes utilizem o período de não pagamento de dívidas (entre a decretação da RJ/REJ e a homologação do acordo) como vantagem competitiva, bloqueando o registro de novos atletas neste período e perda de pontos;

Definição ampla de custos: controlar não apenas a “folha salarial” (CLT), mas também o custo total do elenco, incluindo direitos de imagem, luvas, bônus, comissões de agentes e impostos.

Bloqueio de brechas contábeis: impedir que custos do futebol profissional masculino sejam “maquiados” como investimentos em categorias de base ou em futebol feminino por meio de rateios fictícios;

Controle de caixa mínimo: Implementar indicadores antecedentes, como a necessidade de capital de giro saudável, para prevenir crises de liquidez;

Transações com partes relacionadas: desconsiderar ou limitar transações entre partes relacionadas (ex.: clube e empresa do mesmo dono) que possam inflar as receitas ou ocultar os custos. Aportes de capitais, por exemplo, não devem ser contabilizados como receita recorrente;

Uso de ratings: adotar um sistema de classificação (como o utilizado por consultorias especializadas), no qual clubes com melhor gestão (classificação elevada) tenham mais margem de manobra, criando um incentivo à boa governança;

Sanções eficazes: focar as sanções na restrição de janelas de transferência, e que estas sejam cumpridas integralmente, mesmo que a causa da punição seja sanada, para desestimular a procrastinação;

Implementação do “Teste de Proprietários e Dirigentes: criação de uma avaliação composta por regras e critérios para determinar se os novos (ou potenciais) proprietários e dirigentes de um clube são aptos para o cargo. O objetivo é proteger a imagem e a integridade da competição e dos clubes, assegurando que os indivíduos que gerenciam ou adquiriram clubes sejam confiáveis e tenham capacidade financeira comprovada;

Exequibilidade Efetiva do Sistema: implementar uma governança aparelhada para executar punições automáticas, com base em dados factuais e financeiros, incluindo a aplicação de punições e restrições;

Proibição de Gramados Artificiais: os gramados de plástico devem ser eliminados imediatamente de todos os torneios nacionais profissionais. A discrepância nos custos de manutenção entre gramados naturais e artificiais provoca desequilíbrios financeiros entre os clubes e prejudica a saúde física de jogadores e atletas.

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