A declaração consta de nota, na qual Guimarães responde ao senador, que colocou em Lula a culpa pelo novo tarifaço imposto pelos EUA.
“As declarações de Flávio Bolsonaro culpando o presidente Lula pelo tarifaço revelam o seu desespero com o escândalo do Banco Master e suas ligações com Daniel Vorcaro e com Sicário”, declarou Guimarães.
Flávio pediu dinheiro ao ex-dono do Master para concluir um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e encontrou o ex-banqueiro quando este já usava tornozeleira eletrônica -segundo o senador, para “colocar um ponto final” na história.
Nesta quarta, o site ICL Notícias publicou uma foto em que o pré-candidato do PL aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário e apontado pela Polícia Federal como chefe da milícia privada de Vorcaro. Sicário morreu em março após cometer suicídio, de acordo com a Polícia Federal, em uma cela da corporação em Minas Gerais.
Guimarães também faz uma referência, na nota, a movimentos de aliados de Flávio Bolsonaro, como seu irmão e ex-deputado Eduardo Bolsonaro, para jogar o governo americano contra a gestão Lula. “O pré-candidato à presidência e sua família têm se comportado como lobistas de negócios dos Estados Unidos no Brasil”, declarou o ministro.
O tarifaço deverá ser um dos temas mais explorados na campanha eleitoral deste ano. O motivo é a afinidade do bolsonarismo, força política adversária de Lula na eleição, com o presidente dos Estados Unidos.
Em 2025, quando anunciou as primeiras sobretaxas, Trump vinculou a medida ao julgamento que viria a condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Além disso, Eduardo se mudou para os Estados Unidos, onde diz atuar junto ao governo americano contra a gestão Lula.
Para conter o efeito negativo do tarifaço sobre sua imagem, Flávio Bolsonaro neste mês pediu às autoridades dos EUA que adiassem a decisão sobre as tarifas para depois da eleição, sob o argumento de que a imposição de taxas agora fortaleceria Lula.
O grupo político do presidente da República busca enquadrar o senador e seus aliados como traidores do Brasil. Na nota, Guimarães reproduz o mesmo raciocínio. Ele também cita o Pix, mecanismo de pagamentos popular no Brasil que é atacado pelo governo dos Estados Unidos por reduzir o mercado de empresas americanas como operadoras de cartão de crédito.
“Flávio Bolsonaro é um traidor da pátria, que conspira contra o seu próprio país. Em vez de defender o Pix, a economia nacional, os empregos e os trabalhadores brasileiros, prefere atuar como vassalo dos interesses econômicos dos EUA no Brasil”, disse o ministro das Relações Institucionais.
José Guimarães também afirmou à reportagem que a movimentação do governo dos Estados Unidos atrapalha a candidatura do próprio Flávio. “Prejudica o país, até mesmo os eleitores dele que são fortes na economia não aceitam esse tarifaço de 25%”, disse.
“O Flávio vai ter uma campanha maculada por essas atitudes irresponsáveis dele para com o Brasil. Não tem compromisso nenhum com a democracia nem com a soberania”, declarou o ministro.
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