O que deveria ser mais uma ação corriqueira para a técnica de enfermagem e motorista de aplicativo de 40 anos se tornou um dos piores momentos de sua vida.
De acordo com a mulher, ela estava trabalhando como motorista de aplicativo no final da noite desta terça-feira (2), quando decidiu parar e descansar em uma conveniência localizada na Rua Lúcia dos Santos, localizada no bairro Parque Lageado, em Campo Grande.
Segundo a técnica de enfermagem, ela havia parado apenas para conseguir “esticar um pouco as pernas” e acabou observando um grupo de jovens que estava conversando em uma quadra de futebol em frente à conveniência. No grupo estava Luiz Guilherme da Costa, de 20 anos, assassinado na madrugada desta quarta-feira (3).
“Os meninos estavam conversando e montando um narguilé junto do rapaz que foi morto, próximo à moto dele. E aí chegaram dois homens a pé, sacaram duas armas e começaram a disparar contra o rapaz. Os amigos dele me disseram que só deu tempo dele falar “que isso” antes de ser atingido.
De acordo com a técnica de enfermagem, logo após os disparos, ambos os suspeitos fugiram e ela correu até o local do crime para realizar a técnica do RCP (ressuscitação cardiopulmonar) no jovem.
“Eu me aproximei e verifiquei que ele ainda estava com vida, aí comecei a realizar a RCP enquanto chamavam o Samu por aproximadamente 15 minutos, mas ele não resistiu.”
Para a técnica de enfermagem, o caso não “faz sentido”, uma vez que o rapaz foi descrito por todos como um homem calmo e sem problemas.
“Isso foi uma covardia, porque o rapaz estava com os amigos e todos sempre disseram que ele não tinha rixas com ninguém. A gente percebe que não tem segurança aqui no bairro”.
A mulher afirma que não consegue compreender a situação, uma vez que o rapaz era calmo e trabalhador.
Relembre o caso
foi assassinado a tiros na madrugada desta quarta-feira (3), na Rua Lúcia dos Santos, localizada no bairro Parque Lageado, em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estaria sentada na arquibancada de uma quadra de futebol do bairro quando foi surpreendida por dois homens não identificados que realizaram uma série de disparos contra Luiz Guilherme.
Testemunhas afirmaram que um dos homens estava usando um casaco amarelo e o outro utilizava um casaco vermelho, e que ambos chegaram juntos e começaram a realizar os disparos sem dar tempo para a vítima reagir.
Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamada ao local e os socorristas tentaram reanimar o jovem, mas sem sucesso.
A Polícia Militar também foi chamada ao local do crime, mas não foi possível identificar os autores do crime. O caso foi registrado como homicídio qualificado por recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.

