Fotos publicadas pela lobista e empresária Roberta Luchsinger em suas redes sociais mostram encontros dela com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 e 2023, contrariando a declaração feita pelo petista durante entrevista ao Jornal Nacional, na qual afirmou que não conhecia a empresária e que nunca havia estado com ela.
Ao menos três imagens foram localizadas e divulgadas pelo Painel. Uma delas foi publicada em novembro de 2022, antes da posse de Lula na Presidência. Na ocasião, Roberta apareceu ao lado do então presidente eleito e fez uma publicação elogiando o petista.
Em agosto de 2023, outra fotografia mostra Roberta ao lado de Lula durante uma comemoração pela nomeação da advogada Daniela Teixeira como ministra do Superior Tribunal de Justiça. O presidente aparece entre as duas na imagem.
Dois meses depois, em outubro de 2023, a empresária voltou a publicar uma fotografia ao lado de Lula para parabenizá-lo pelo aniversário.
As imagens ganharam repercussão depois da entrevista concedida pelo presidente. Durante a conversa, Lula afirmou que nunca havia visto Roberta e que ela jamais teria estado próxima dele.
Declaração gera repercussão
Segundo informações divulgadas pelo Painel, um integrante da campanha de Lula teria considerado a declaração do presidente arriscada diante da possibilidade de existirem registros de encontros públicos ou sociais entre os dois.
Após a divulgação das fotografias, integrantes da campanha petista avaliaram que Lula precisará apresentar algum tipo de explicação sobre a afirmação feita durante a entrevista.
Roberta Luchsinger é citada em uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas relacionadas a tráfico de influência e possíveis negócios envolvendo integrantes do governo federal. Segundo as informações divulgadas, ela teria buscado intermediar negócios junto à administração pública, incluindo negociações relacionadas à venda de medicamentos à base de canabidiol.
As relações da empresária com pessoas próximas ao presidente foram identificadas a partir de diálogos obtidos durante o inquérito. Entre os nomes mencionados nas investigações estão Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou o cargo de chefe de gabinete de Lula.
As suspeitas e os fatos mencionados permanecem sob investigação das autoridades competentes.

