A França contabilizou 1.243 mortes adicionais entre 3 e 22 de julho, período marcado por uma intensa onda de calor, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelas autoridades sanitárias. Com os novos registros, o país chegou a aproximadamente 7.300 óbitos adicionais ao longo de 2026. Os números ainda são provisórios e não permitem atribuir diretamente as mortes às altas temperaturas.
De acordo com a agência Santé Publique France, outros 5.764 óbitos acima do esperado haviam sido registrados entre 17 e 30 de junho. O país enfrentou 52 dias de onda de calor desde meados daquele mês, enquanto o episódio iniciado no fim de julho já é o segundo mais longo da série histórica, atrás apenas dos 23 dias registrados em julho de 1983.
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O impacto foi maior entre os idosos. Cerca de três quartos das mortes adicionais contabilizadas em julho ocorreram entre pessoas com 75 anos ou mais, embora o aumento de óbitos tenha sido observado em todas as faixas etárias a partir dos 45 anos. A elevação ocorreu em diferentes locais, incluindo hospitais e casas de repouso, mas a autoridade sanitária destacou especialmente o crescimento das mortes em residências.
O cenário ocorre em meio ao início de verão mais quente já registrado na Europa Ocidental, com temperaturas elevadas, períodos de seca e incêndios associados às mudanças climáticas. Em maio, um episódio de calor extremo já havia provocado outras 300 mortes adicionais, embora não tenha atingido os critérios técnicos para ser classificado como onda de calor. As autoridades francesas devem divulgar o balanço definitivo dos efeitos do calor em outubro.
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