quarta-feira, novembro 4, 2026

Fraude atribuída a irmãos Zahran movimentou mais de R$ 1,5 milhão em bens apreendidos (vídeo)

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A investigação da Polícia Civil de São Paulo que apura um esquema de fraudes financeiras atribuído aos irmãos Gabriel Gandi Zahran Georges e Camilo Gandi Zahran Georges, netos do empresário Ueze Zahran, já resultou na apreensão de bens avaliados em mais de R$ 1,5 milhão. O valor inclui veículos de luxo, joias, relógios de alto padrão, dinheiro em espécie e notas promissórias localizadas durante a Operação Castelo de Cartas.

Segundo o delegado Fernando Tedd, chefe da DEIC de São José do Rio Preto, o montante apreendido é apenas parte do prejuízo causado às vítimas. “São prejuízos milionários, porque atingiu um grande número de vítimas”, afirmou. De acordo com ele, ainda não há uma estimativa final do volume total movimentado pelo esquema. “Não temos um número exato para falar agora.”

Durante a primeira fase da operação, deflagrada na segunda-feira (26), a Polícia Civil apreendeu dez veículos de luxo, entre BMW, Mercedes-Benz, Audi Q7, Toyota Hilux e Jeep. Além disso, foram recolhidas armas de fogo municiadas, grande quantidade de joias, relógios de alto valor, incluindo sete da marca Rolex, além de dinheiro vivo e notas promissórias que, sozinhas, ultrapassam R$ 1,5 milhão.

“Foram localizados muitos objetos de grande valor, inclusive dinheiro em espécie e notas promissórias que somam mais de um milhão e meio de reais”, detalhou o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro era captado por meio de falsas promessas de investimentos em empresas que simulavam ligação com um grupo empresarial real do setor de energia e gás. “As pessoas acreditavam que estavam investindo em empresas do grupo, mas essas empresas eram de fachada”, explicou Tedd. “Quando foram cobrar os dividendos, descobriram que estavam sendo enganadas.”

As vítimas estão espalhadas por diferentes regiões do País. “Aqui da nossa região temos duas ou três pessoas que registraram boletim de ocorrência, mas é possível que outros investidores, ao tomarem conhecimento da investigação, procurem a polícia”, afirmou o delegado.

A operação teve desdobramento em Campo Grande no segundo dia de ações, coletando provas relacionadas aos investigados, rastreando a movimentação financeira do esquema.

Os irmãos Zahran são investigados por estelionato comum e estelionato eletrônico, modalidade caracterizada como fraude digital. Todos os bens apreendidos permanecem à disposição da Justiça.

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