Mato Grosso do Sul caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. Com 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas no ciclo 2025/2026, o Estado projeta atingir 5 bilhões de litros de etanol e 2,1 milhões de toneladas de açúcar, consolidando-se como um dos principais polos de bioenergia do país.
Os números, apresentados nesta quinta-feira (25) durante a 4ª Expocanas, em Nova Alvorada do Sul, reforçam o peso do setor na economia sul-mato-grossense. Hoje, o Estado já responde por 13,5% da produção nacional de etanol, com um dado que chama atenção: o etanol de milho representa 44% desse volume, evidenciando a diversificação da matriz produtiva.
Considerada a maior vitrine tecnológica da cultura da cana em Mato Grosso do Sul, a Expocanas reúne cerca de 120 expositores e deve atrair aproximadamente 10 mil visitantes até sexta-feira. O evento ocorre no município líder na produção estadual de cana, o que reforça o simbolismo estratégico da feira.
A abertura contou com a presença do governador Eduardo Riedel e de integrantes da cúpula econômica do Estado, além de lideranças do setor produtivo. No evento, além do balanço da safra, foram apresentadas perspectivas de expansão da bioenergia, que segue em ritmo acelerado.
Dados da Biosul colocam Mato Grosso do Sul em posições de destaque no ranking nacional: 4º maior produtor de cana e etanol, 2º em etanol de milho, 5º em açúcar e 4º maior exportador de bioeletricidade. O setor também tem impacto direto no mercado de trabalho, com mais de 34 mil empregos gerados.
Para o secretário Jaime Verruck, o avanço da cadeia sucroenergética vai além dos números. “Estamos falando de um setor estratégico, que gera emprego, atrai investimentos e posiciona Mato Grosso do Sul na vanguarda da transição energética”, afirmou.
No campo econômico, a leitura é clara: enquanto outras áreas patinam, a bioenergia segue puxando o crescimento — com tecnologia, escala e cada vez mais protagonismo nacional.


