Planejamento reúne governo, prefeitura, PM, blocos e Defensoria Pública; previsão inclui revistas e restrição a objetos cortantes.
O Carnaval de Campo Grande em 2026 terá cerca de 180 policiais militares por noite, atuação do Batalhão de Choque e policiamento montado, além de ações de conscientização contra assédio e divulgação de canais de denúncia, segundo planejamento apresentado por representantes da cultura, segurança e instituições de defesa de direitos em entrevista coletiva no Museu da Imagem e do Som (MIS), na quarta-feira.
Reforço no policiamento e controle de acessos
De acordo com os organizadores, a estratégia de segurança prevê ações de prevenção a crimes em geral e proteção de públicos vulneráveis em eventos com grande concentração de pessoas.
O esquema inclui fechamento de acessos, revistas preventivas e proibição da entrada de objetos cortantes, modelo que, conforme foi informado na coletiva, já foi adotado em anos anteriores.

PM prevê efetivo diário específico para a folia
O comandante do Policiamento Metropolitano da Polícia Militar (PM), coronel Emerson de Almeida Vicente, afirmou que foram realizadas reuniões ao longo de janeiro com Estado, município, escolas de samba e blocos para alinhamento do planejamento.
Segundo ele, está definido o emprego de cerca de 180 policiais militares em todas as noites de eventos carnavalescos, com apoio do Batalhão de Choque e do policiamento montado no perímetro externo.
Campanhas sobre direitos e canal de denúncia
A Defensoria Pública informou que fará campanha de conscientização de direitos e orientação sobre como acessar o atendimento em caso de violação.
A coordenadora do Núcleo Criminal da Defensoria Pública, Francianny Cristiane da Silva Santos, disse que haverá distribuição de material impresso com informações e número de plantão para a população utilizar em caso de necessidade.
Blocos citam ações de conscientização contra assédio
Entidades e coletivos de blocos independentes apontaram que devem reforçar ações de conscientização contra assédio e violência, com foco em mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Representando blocos independentes, Karla Valeska afirmou que o grupo pretende ampliar a discussão sobre assédio durante o Carnaval e manter diálogo com parceiros envolvidos na organização.
Articulação entre poder público e entidades
Segundo os organizadores, a articulação entre poder público, entidades culturais, blocos de rua, instituições de segurança e órgãos de defesa de direitos integra o planejamento do Carnaval de Campo Grande em 2026.
As medidas foram apresentadas durante entrevista coletiva realizada no MIS, na quarta-feira.


