O governo da Argentina negou, nesta quarta-feira (4), ter ajudado o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a deixar o Brasil na semana passada. Derrotado na eleição presidencial, o parlamentar passou pelo território argentino antes de seguir para o Equador e, posteriormente, para os Estados Unidos. Em resposta à reportagem, fontes da Casa Rosada afirmaram que o governo de Javier Milei não participou da viagem nem interferiu na saída do brasileiro.
Em nota, representantes do governo argentino disseram que o controle das fronteiras brasileiras é responsabilidade das autoridades do Brasil e que não houve participação argentina nesse procedimento. Segundo a Casa Rosada, Flávio e seus familiares entraram no país com documentos válidos e sem qualquer restrição migratória. “Todo o procedimento foi regular e idêntico ao que qualquer brasileiro que visita o nosso país realiza”, afirmou o governo.
“Irrelevante”
Na terça-feira (3), o porta-voz da Presidência argentina, Adrián Ravier, também foi questionado sobre um possível envolvimento de Milei na passagem do senador pelo país. Durante uma entrevista coletiva, ele evitou confirmar se o presidente sabia antecipadamente da chegada de Flávio e classificou a questão como “irrelevante”. Ravier reiterou que a entrada do brasileiro ocorreu de maneira formal.
De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio chegou ao país na noite de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Depois, embarcou em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador, onde fez uma escala antes de seguir para os Estados Unidos.

