domingo, novembro 1, 2026

Grupo que usava plataforma para casais e ameaçava divulgar conteúdo íntimo de vítimas é alvo de operação

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Três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (16), durante a Operação Arcanum, realizada no Distrito Federal, Mato Grosso e Santa Catarina. A ação mira um grupo suspeito de extorquir vítimas por meio de ameaças de divulgação de conteúdo íntimo.

Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam uma plataforma de relacionamento voltada a casais liberais para chegar às vítimas. Depois do contato, elas eram ameaçadas por pessoas que afirmavam possuir imagens ou outros conteúdos íntimos e exigiam pagamentos para que o material não fosse enviado a familiares, colegas de trabalho e pessoas próximas.

A análise de vestígios digitais e movimentações financeiras permitiu à Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Distrito Federal (DRCC/PCDF) identificar vínculos entre os investigados e indícios de uma atuação coordenada.

Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), nas cidades de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres.

Outras vítimas foram identificadas

O avanço das apurações mostrou que os casos inicialmente descobertos não eram isolados. Outras vítimas, inclusive de diferentes estados, teriam sido submetidas ao mesmo esquema de intimidação, cobrança de dinheiro e ameaça de exposição de conteúdo íntimo.

De acordo com a polícia, o grupo também utilizava contas bancárias digitais e intermediários para receber e distribuir os valores obtidos. A estratégia dificultava o rastreamento do dinheiro e a identificação dos beneficiários.

Os elementos reunidos também indicaram que o esquema continuava em funcionamento, o que motivou a operação para interromper as práticas e evitar novas vítimas.

Investigados podem pegar até 18 anos

Os investigados poderão responder por extorsão, associação criminosa e divulgação ou transmissão de cena de nudez ou conteúdo íntimo sem consentimento.

Somadas, as penas máximas previstas para os crimes podem chegar a 18 anos de prisão, além de eventuais outros delitos identificados ao longo das apurações.

Durante as buscas, os policiais procuram celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que possam conter provas. O material apreendido será submetido à perícia para aprofundar as investigações.

FONTE: PRIMEIRA PÁGINA

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