Apoiadores da direita e de Jair Bolsonaro fizeram uma ofensiva contra a proibição da Anvisa, que vetou o uso do detergente Ypê no Brasil. Políticos, empresários e populares gravaram vídeos em apoio ao produto de limpeza.
Um deles é o conhecido Luciano Hang, dono da Havan. Na gravação, ele ensaboa um copo, dança e canta uma paródia da música ”Lavar roupas todo dia, que agonia”. Ao lado, claro, um pote de detergente Ypê.
Outro apoiador pega um frasco de Ypê e dá uma golada. O barulho do líquido no pote indica que é uma bebida bem menos densa que um detergente e sugere que a ingestão foi só para provocar os ”inimigos” do PT. O vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo também fez gravação para defender a marca. O senador Cleitinho igualmente defendeu a empresa e fez um desafio:
”Quero ver é acabar com o Tigrinho (jogo de apostas)”, disparou o parlamentar.
As redes sociais foram tomadas com diversos vídeos em apoio à fabricante de produtos, a Química Amparo. A proibição da Anvisa foi vista como uma perseguição do atual governo à empresa, já que seus sócios – membros da família Beira – foram doadores de campanha à reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Segundo o UOL, Jorge Eduardo Beira foi quem fez a maior contribuição individual: R$ 500 mil. Já Waldir Beira Júnior e Ana Maria Beira doaram R$ 250 mil cada.
Apesar das acusações, não há, no entanto, confirmação ou provas sobre perseguição política. Segundo o site ND+, a Agência determinou a suspensão de lotes específicos de detergentes, lava-roupas e desinfetantes da Ypê com numeração final 1.
Segundo a agência, inspeções identificaram falhas nas Boas Práticas de Fabricação e risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo que pode causar infecções graves, especialmente em pessoas imunossuprimidas, idosos e recém-nascidos.
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