segunda-feira, novembro 2, 2026

Hamas diz ter encontrado corpo de mais um refém em Gaza, enquanto ONU denuncia violações de trégua

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O braço militar do grupo terrorista Hamas afirmou nesta terça (4) ter localizado o corpo de mais um refém na Faixa de Gaza, durante escavações feitas no bairro de Shejaiya, na Cidade de Gaza. Segundo a facção, os restos mortais foram encontrados dentro da “linha amarela”, área atualmente sob controle de Israel

O Hamas não revelou a identidade da vítima e informou apenas que está tomando providências para a transferência do corpo a autoridades israelenses, sem especificar um prazo, segundo o jornal The Times of Israel.

O grupo palestino entregou, até esta terça, os corpos de 20 dos 28 reféns mortos que permaneciam em Gaza e que deveriam ser devolvidos no início da trégua em outubro. Na segunda (3), as autoridades israelenses identificaram os restos mortais de mais três pessoas sequestradas pelo Hamas.

Os cadáveres são do capitão americano-israelense Omer Neutra, 21, que morreu ao ser sequestrado, do cabo Oz Daniel, 19, e do coronel Asaf Hamami, 40, o oficial de mais alta patente assassinado pelo Hamas.

O anúncio feito pela facção nesta terça ocorre num contexto de tensão sobre o cumprimento do cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo palestino após dois anos de guerra. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar “profundamente preocupado com as contínuas infrações” ao acordo.

“(Essas violações) devem cessar, e todas as partes precisam respeitar as decisões da primeira fase do acordo de paz”, disse Guterres, durante cúpula para o desenvolvimento social em Doha, no Qatar.

A trégua, negociada pelos Estados Unidos, entrou em vigor em 10 de outubro e permitiu a libertação de todos os reféns vivos sequestrados em Israel durante o ataque de 7 de outubro de 2023. No entanto, há atrasos no cronograma para a devolução dos corpos dos reféns mortos, prevista no mesmo pacto.

Israel acusa o Hamas de descumprir o acordo ao não entregar os corpos, enquanto o grupo palestino afirma que a busca é dificultada pela destruição causada pela guerra.

O Exército israelense também tem sido acusado de violar o cessar-fogo com novos bombardeios em Gaza, justificados como represálias a disparos que mataram três soldados. Segundo autoridades palestinas, os ataques mataram ao menos 45 pessoas, em 19 de outubro, e outras 104, incluindo quase 50 crianças, no dia 28 do mesmo mês.

O conflito teve início após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram Israel e mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis. A ofensiva de retaliação israelense já deixou mais de 68,8 mil mortos em Gaza, também majoritariamente civis, de acordo com o Ministério da Saúde palestino, controlado pela facção, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

Quase metade dessa quantia será necessária, segundo organizações internacionais, para reerguer a Faixa de Gaza, território do tamanho de um quarto do município de São Paulo que foi devastado por dois anos de guerra entre Israel e Hamas.

Folhapress | 13:36 – 02/11/2025

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