quarta-feira, novembro 4, 2026

Homem encontra tesouro romano antigo de R$ 34 milhões no quintal de casa

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Ó desaparecimento de um simples martelo no quintal de uma propriedade rural levou a uma das descobertas arqueológicas mais relevantes do Reino Unido. O episódio ocorreu na cidade de Hoxne e resultou na localização de um tesouro avaliado em milhões de libras, além de possuir enorme importância histórica.

Em 1992, o fazendeiro Peter Whatling percebeu que havia perdido uma ferramenta em suas terras e decidiu pedir ajuda a um amigo, Eric Lawes, jardineiro aposentado e entusiasta da detecção de metais. Em 16 de novembro daquele ano, enquanto procuravam pelo objeto, os dois acabaram encontrando diversos artefatos antigos enterrados no solo, incluindo moedas e colheres.

Após a descoberta inicial, os amigos optaram por informar as autoridades locais e o serviço arqueológico, permitindo que especialistas analisassem o material e realizassem uma investigação completa da área. Essa escolha foi fundamental para que os arqueólogos conseguissem registrar com precisão o posicionamento de cada objeto, em vez de uma escavação improvisada que poderia comprometer as informações históricas.

O conjunto ficou conhecido como Tesouro de Hoxne e é considerado um dos mais importantes achados de ouro e prata do final do período romano na Grã-Bretanha. No ranking internacional, ocupa o quinto lugar entre os dez maiores tesouros de metais preciosos datados entre os séculos 2 e 7 d.C. Ao todo, foram catalogadas 15.233 moedas, além de vasos de prata, joias de ouro, colheres e itens de higiene pessoal.

Durante a escavação, também foram encontrados vestígios de madeira e outros materiais orgânicos. Essas evidências indicaram que os objetos estavam guardados em um baú de carvalho, com divisórias internas protegidas por palha e tecido.

Os estudiosos acreditam que o tesouro tenha sido enterrado no século 5 dC, já que algumas moedas datam dos anos 407 e 408, embora a maioria seja mais antiga. A identidade do proprietário e o motivo do esconderijo permanecem desconhecidos, podendo estar ligados a um período de instabilidade ou ao resultado de um roubo.

Em 1993, as peças foram entregues à Coroa britânica e posteriormente vendidas a museus. Parte do acervo está exposta no Museu Britânico, em Londres. O valor obtido foi repassado ao descobridor e ao dono do terreno, que dividiram 1,75 milhão de libras, quantia equivalente a cerca de 4,7 milhões atualmente, quase R$ 34 milhões.

Leia Também: Vance critica “caos” em Minneapolis: “Consequência da extrema-esquerda”

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