quarta-feira, novembro 4, 2026

ICE: Homem é morto a tiros por agentes de imigração nos EUA; vídeo

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UMlex Pretti, de 37 anos, morreu no sábado, em Minneapolis, após ser baleado por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Esta é a segunda morte causada pelo ICE no intervalo de três semanas nesta cidade do estado norte-americano de Minnesota. Mas o que se sabe até agora?

A vítima, natural dos Estados Unidos, foi cercada e agredida por várias pessoas, sendo possível ouvir, em seguida, cerca de 10 disparos.

A porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou à Associated Press (AP), por meio de mensagens de texto, que o homem estava portando uma arma de fogo com dois carregadores e que a situação ainda estava “em evolução”, alegando que os agentes teriam agido em legítima defesa.

No entanto, há testemunhas oculares, familiares e autoridades que afirmam que Alex Pretti não estava armado, contrariando a versão apresentada pela administração Trump.

Antes mesmo de a morte ser tornada pública, o governador de Minnesota, Tim Walz, já havia denunciado “mais um tiroteio horrível cometido por agentes federais” e chegou a pedir a Donald Trump que encerrasse a operação anti-imigração e retirasse “milhares de agentes violentos” do estado.

Vale lembrar que, no dia 7 de janeiro, Renee Good foi morta a tiros por um agente do ICE, também em Minneapolis. O governo americano alegou, igualmente, que a morte da mulher ocorreu em legítima defesa.

Quem era Alex Pretti?

Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, era enfermeiro de terapia intensiva da Administração de Veteranos, órgão governamental responsável por assuntos relacionados a veteranos de guerra.

A agência Associated Press (AP) conversou com familiares do enfermeiro e apurou que ele era amante da natureza e havia participado dos protestos realizados em Minneapolis após o assassinato de Renee Good.

“Ele se importava profundamente com as pessoas e estava muito chateado com o que vinha acontecendo em Minneapolis e em todos os Estados Unidos com o ICE, assim como milhões de outras pessoas. E sentia que protestar era uma forma de expressar isso, sua preocupação com os outros”, disse o pai do enfermeiro, Michael Pretti, à AP.

Alex Pretti era cidadão norte-americano, nascido no estado de Illinois. Assim como Renee Good, não tinha antecedentes criminais, e a família relatou que ele nunca havia tido interações com a polícia, exceto por algumas multas de trânsito.

As imagens das agressões

Horas depois, diversos vídeos começaram a circular nas redes sociais, mostrando o momento em que o homem de 37 anos é morto pelos agentes.

Nas imagens, é possível ver um grupo de cerca de cinco agentes do serviço de imigração ao redor de Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de profissão, imobilizando-o no chão.
Deus abençoe os policiais 🇺🇸 pic.twitter.com/z9A2AeSqKZ

Em determinado momento, o homem parece conseguir se ajoelhar e começar a se levantar, mas, de repente, os tiros são disparados. Em um dos vídeos, a mulher que grava a cena — e que está relativamente próxima do local — começa imediatamente a correr para longe, enquanto grita. Em outro vídeo, gravado do interior de um estabelecimento, é possível ouvir um jovem, completamente incrédulo com o que acabou de acontecer, repetindo: “Ele está morto. Mataram ele.”

Democratas? “Estão incitando à insurreição com retórica pomposa”
O presidente norte-americano, Donald Trump, acusou o prefeito de Minneapolis e o governador do estado de Minnesota de “incitar à insurreição”, ao justificar a ação dos agentes federais que mataram um homem a tiros na cidade no sábado.

“O prefeito e o governador estão incitando à insurreição com sua retórica pomposa, perigosa e arrogante”, escreveu Donald Trump em uma publicação em sua plataforma Truth Social, defendendo que a polícia anti-imigração deve ser deixada em paz para “fazer o seu trabalho” e que “o ICE teve de se proteger”.

Ruas de várias cidades dos EUA se enchem de manifestações

Milhares de pessoas foram às ruas em várias das maiores cidades dos Estados Unidos para protestar contra a morte a tiros de Alex Jeffrey Pretti por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas.

As manifestações ocuparam diversas ruas da cidade onde ocorreu a morte, no estado de Minnesota, contra a operação anti-imigração conduzida por essa agência federal norte-americana. Os protestos, no entanto, se espalharam para cidades como Los Angeles, Nova York, Seattle, Washington e Chicago.

Em Minneapolis, mais de mil pessoas participaram, nesta noite, de uma vigília em memória de Pretti no Parque Whittier — próximo ao local dos acontecimentos —, iluminando o espaço com velas e exibindo cartazes contra o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos.



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