sábado, outubro 31, 2026

Internautas denunciam GCM por postagens de ódio contra gordos, petistas e travestis no Bonança

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Morador de 34 anos denuncia o que classifica como discurso de ódio publicado por um guarda civil metropolitano no Jardim Bonança, em Campo Grande. O homem é criticado por deboches e ironias contra gordos, petistas e travestis no grupo de moradores no WhatsApp.

O denunciante diz que, há tempos, a postura do guarda é inadequada e exibiu prints para comprovar o que considera atos de desrespeito.

''Ficou pior por conta da eleição'', lamentou o reclamante, que teme represálias.

Print extraído de grupo de moradores do Bonança (Foto: Reprodução WhatsApp)

Um dos prints mostrados ao TopMídiaNews é da deputada federal Erika Hilton (PSOL), durante um ato da campanha do segundo turno de Lula. O guarda comentou sobre uma saliência na saia da parlamentar, sugerindo que pudesse ser o pênis dela, que é assumidamente uma mulher trans.

''Olha o tamanho da matula dela… traveco querendo ser mulher. Nunca será'', disse o servidor público, que, na legenda da foto, escreveu: ''Encontre o erro''.

O autor da denúncia destaca que diversas pessoas concordam e riem das postagens, mas é sempre o guarda quem inicia esse tipo de discussão.

O autor das mensagens consideradas ofensivas, além de ser servidor da segurança pública, faz rondas no bairro. Isso, segundo o denunciante, intimida a vizinhança. Ele enfatiza que algumas pessoas já reclamaram  – dentro do grupo – que esse tipo de conteúdo incomoda, mas os apontamentos não teriam adiantado.

 

Denunciante diz que autor de posts foi avisado sobre incômodo (Foto: Reprodução WhatsApp)

Em outra postagem, o servidor da segurança pública participa de uma conversa que sugere que intelectuais ligados à esquerda manipulam e doutrinam crianças e adolescentes nas escolas e universidades.

''Voltam cabeludos, gays, fumando maconha… cheios de piercings etc". Uma moradora acrescenta: ''E chamando os pais de fascistas''.

A reportagem entrou em contato com o autor das postagens. Ele disse poucas palavras ao ser questionado se o discurso era de ódio. 

''Ódio se eu falasse em matar, bater ou coisa do tipo e isso eu não fiz'', respondeu, mas logo acrescentou: ''E outra, não tenho que falar nada. Manda a pessoa me processar, é simples'', disparou.

Minutos depois, tornou a responder e insistia em saber do site se Erika Hilton é realmente mulher. ''Perguntei se ela é mulher, vagina , útero, menstruação… etc'', questionou o servidor público. 

Entramos em contato também com a Prefeitura de Campo Grande para saber se esse tipo de conduta pode acarretar em um processo administrativo e quais podem ser as providências, caso os apontamento sejam comprovados. O espaço está aberto. 

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