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Irã condiciona reabertura de Hormuz ao fim da guerra com EUA e Israel

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SÃO PAULO, SP (UOL/) – O Irã diz que só vai liberar novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Hormuz depois do fim definitivo da guerra com EUA e Israel.

Teerã afirmou que a reabertura do canal depende do encerramento do conflito e do cumprimento de regras de segurança definidas pelo país. A informação foi divulgada hoje pela agência iraniana Fars News Agency.

Vice-ministro da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, disse que a retomada do trânsito vai exigir garantias de que a segurança do Irã não será afetada. “Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã”, afirmou Talaei-Nik à Fars.

A declaração ocorreu durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão. O Estreito de Hormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás.

Fluxo de embarcações segue reduzido por causa de restrições impostas pelo Irã e por um bloqueio naval dos EUA nos portos iranianos. A região também teve ataques e apreensões de navios nas últimas semanas, segundo o relato divulgado pela Fars.

Autoridades iranianas têm indicado que a segurança para quem atravessa Hormuz terá custo. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para impor tarifas a navios que usem a passagem.

Porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que o país não considera encerrada a guerra com EUA e Israel. “Não consideramos que a guerra tenha acabado. Nossa situação atual ainda é considerada de guerra”, declarou Akraminia à Fars.

Akraminia disse que, se houver novos ataques, a resposta iraniana será mais dura do que nas ofensivas anteriores. Ele também afirmou que o Irã manteve a produção de drones durante o conflito e que parte dos equipamentos foi fabricada e usada em plena guerra.

Segundo o porta-voz, as forças iranianas derrubaram mais de 170 drones e 16 aeronaves militares durante os confrontos. Ele atribuiu as interceptações às unidades de defesa do Exército iraniano e à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.

Ilustrações do presidente aparecerão na parte interna do documento, segundo Departamento de Estado americano. Republicano já colocou sua imagem em moedas, seu nome em departamentos e suas fotografias em prédios do governo

| 07:50 – 29/04/2026

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