Israel deportou na madrugada deste domingo (10) o ativista brasileiro Thiago Ávila, preso desde o fim de abril após a interceptação de uma flotilha humanitária que seguia em direção à Faixa de Gaza. O espanhol Saif Abu Keshek, preso na mesma operação, também deixou o país.
A confirmação foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel em publicação na rede social X. No comunicado, o governo israelense classificou os dois como “provocadores profissionais” e afirmou que ambos foram deportados após a conclusão das investigações.
Segundo a chancelaria israelense, Abu Keshek era suspeito de ligação com uma organização terrorista, enquanto Thiago Ávila teria participado de “atividades ilegais”. Os dois negaram as acusações durante os interrogatórios realizados após a prisão.
Israel também declarou que continuará impedindo tentativas de romper o bloqueio naval imposto à Faixa de Gaza. O território palestino permanece sob restrições israelenses desde 2007, com controle rígido das entradas terrestres e marítimas.
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Prisão de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek
Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos pela Marinha israelense na madrugada de 30 de abril, em águas internacionais, durante abordagem à embarcação que integrava a flotilha humanitária. O grupo havia partido da França, Espanha e Itália com a proposta de levar ajuda humanitária aos palestinos afetados pela guerra em Gaza.
Após a prisão, os dois foram transferidos para Israel, onde permaneceram sob custódia para interrogatórios. Durante o período de detenção, os ativistas iniciaram greve de fome.
Brasil e Espanha protestaram contra as detenções e cobraram a libertação dos cidadãos. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional”, diz o comunicado divulgado após a prisão dos ativistas.


