O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto apresentados pelos diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A decisão foi tomada na sexta-feira (24/7), antes da divulgação de uma reportagem do jornal The Washington Post que associou os dois a uma estratégia para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
De acordo com a publicação, Barnes e Samson fariam uma viagem ao Brasil poucas semanas antes das eleições presidenciais, marcadas para 4 de outubro. O jornal afirma que a missão teria como objetivo levantar dúvidas sobre a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro, informação atribuída a autoridades dos dois países ouvidas sob condição de anonimato.
Leia também:
Governo Trump planeja enviar diplomatas para acompanhar eleições no Brasil, diz jornal
Segundo fontes da diplomacia brasileira, a recusa dos vistos ocorreu porque o governo avaliou que os representantes americanos não atuariam como observadores eleitorais. Integrantes do Itamaraty destacaram que o Brasil possui tradição de receber missões internacionais de acompanhamento das eleições, mas entenderam que, neste caso, os diplomatas teriam atribuições diferentes daquelas normalmente desempenhadas por observadores independentes.
O governo brasileiro ainda não divulgou detalhes sobre os fundamentos da negativa dos vistos. Já o Departamento de Estado dos Estados Unidos não comentou oficialmente a decisão do Itamaraty nem informou se pretende adotar novas medidas relacionadas à viagem dos dois diplomatas.
O post Itamaraty nega visto a diplomatas dos EUA citados em plano para acompanhar eleições brasileiras apareceu primeiro em O Hoje.

