terça-feira, novembro 3, 2026

Justiça nega pedido de prisão de sócios de academia por morte em piscina

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A negativa do pedido de prisão foi confirmada pela Polícia Civil e pela defesa dos investigados.

Segundo o delegado, houve uso excessivo de cloro na piscina onde ocorria a aula de natação, em um ambiente considerado confinado. De acordo com a investigação, “a carga de cloro usada em um dia era para uma semana”, o que teria elevado a toxicidade do local.

A defesa de Celso, Cesar e Cezar Augusto afirma ter recebido “com satisfação a decisão judicial” que permite aos clientes acompanhar a investigação em liberdade. “Reiteramos que eles permanecem inteiramente à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos, em qualquer momento, confiando que a investigação prosseguirá de forma técnica, isenta e em estrita observância às garantias constitucionais.”

Além de Juliana, outras seis pessoas passaram mal. O marido da professora permanece internado em estado grave, e outras duas vítimas seguem na UTI. A apuração aponta que o balde com cloro foi deixado próximo à raia onde a aula acontecia. A Polícia Civil também afirma que houve tentativa de dificultar a investigação, com suposta omissão de documentos e exclusão de mensagens trocadas no dia do ocorrido.

Nos depoimentos, os três sócios atribuíram ao funcionário responsável pela manutenção da piscina, Severino José da Silva, o erro no manuseio do produto químico. Celso afirmou ser o responsável pela manutenção predial da unidade da Academia C4 Gym, no Parque São Lucas. Ele descreveu à polícia o que aparece nas imagens do sistema interno de monitoramento, que mostrariam Severino destampando um balde com cloro em pó e chacoalhando o recipiente, o que teria levantado uma “névoa” do produto no ambiente.

“Posso afirmar com absoluta certeza que Severino errou ao manusear cloro em pó nas proximidades da piscina”, disse Celso.
A advogada do manobrista afirmou à Folha que há divergências entre os depoimentos prestados pelos sócios e as imagens analisadas pela própria polícia. “A imagem que Celso descreve não aconteceu dessa forma. O balde estava fechado. O balde que foi chacoalhado não é o mesmo balde”, disse Bárbara Bonvivini.

Ela informou que Severino entregou voluntariamente o celular à polícia. Segundo a advogada, o aparelho contém conversas que demonstrariam que ele seguia orientações do responsável pela manutenção. “No celular constam conversas com Celso, que dizia o que deveria ser feito. Ele recebia 100% das ordens de Celso”, afirmou.

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