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Lei anti-Dumato: escolas têm de avisar pais sobre conteúdo de palestras em Campo Grande

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Prefeita Adriane Lopes sancionou, nesta terça-feira (14), projeto de lei que obriga escolas municipais a avisarem pais e responsáveis sobre contudo de palestras, em Campo Grande. Polêmica envolvendo o influencer Du Mato ajudou ajudou vereador bolsonarista a aprovar o texto. 

Além de palestras, o texto sancionado pela gestora prevê que todas as atividades extracurriculares promovidas pelas unidades da Rede Municipal de Ensino, envolvendo agentes externos, terão de ser comunicadas aos pais de alunos. 

”Indivíduos, organizações ou entidades externas realizarem atividades pedagógicas extracurriculares, palestras, oficinas, apresentações, projetos ou eventos destinados aos alunos, durante o horário escolar ou em atividades promovidas pela instituição”, diz trecho da legislação aprovada, que agora ganha o número 7.609. 

Momento da prisão do influenciador Du Mato (Foto: Repórter Top)

Polêmica 

Vereador bolsonarista defende, há anos, o combate àquilo que chama de ”doutrinação esquerdista” nas escolas públicas. Grupos ligados à direita e ao bolsonarismo chegaram a criar o projeto ”Escola Sem Partido”, que enfrentou muitas resistências. 

O texto do vereador da Capital ganhou força na Câmara após flagrante de palestra ministrada pelo influenciador Alisson Benitez Grance, conhecido como ”Du Mato”. O conteúdo do ensinamento foi classificado como ”militante” e exposto nas redes sociais. 

Além do conteúdo, Tavares denunciou que Du Mato – figura celebrada e defendida pelo petismo de MS – tinha mandado de prisão em aberto por condenação por tráfico de drogas. Também tinha denúncia de violência doméstica ao mesmo tempo que palestrava sobre o tema nas unidades de ensino. 

Resistência 

O texto de Rafael chegou a ser tirado de pauta e adiado após forte pressão da ACP, sindicato que representa os profissionais da Educação de Campo Grande. Inicialmente, o PL do vereador cobrava explicações sobre o conteúdo ministrado pelos docentes em sala de aula, sobretudo em temas políticos e questões de gênero. Esse trecho foi retirado e o restante aprovado. A entidade de docentes alegou que o projeto inicial feria a liberdade de cátedra (autonomia dos professores de explorar quaisquer elementos necessários para transmitir conhecimento). 

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