domingo, abril 26, 2026

Luigi Mangione não poderá ser condenado a pena de morte

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© Luiz C. Ribeiro / POOL / AFP via Getty Images

euuigi Mangione, acusado de assassinar o diretor-executivo da seguradora norte-americana UnitedHealthcare, não vai enfrentar a pena de morte pelo suposto crime. A decisão foi tomada nesta sexta-feira por uma juíza federal distrital.

Segundo a imprensa norte-americana, a juíza Margaret M. Garnett rejeitou duas das quatro acusações federais contra Mangione: homicídio com uso de arma de fogo — que previa a pena de morte — e uma acusação relacionada ao porte de arma.

A magistrada considerou que essas acusações eram “incompatíveis” com as duas acusações de perseguição que Mangione ainda enfrenta.

Mangione, de 27 anos, já se declarou inocente das acusações de homicídio, porte de arma e perseguição, mas continua respondendo a duas acusações federais de perseguição, que podem resultar em pena máxima de prisão perpétua.

Ele também segue sendo processado por homicídio em outro caso no estado de Nova York, no qual igualmente enfrenta a possibilidade de prisão perpétua.

A decisão impede a tentativa da administração de Donald Trump de levar Mangione à execução pela morte do presidente da UnitedHealthcare, Brian Thompson, crime descrito como um “homicídio premeditado e a sangue frio que chocou os Estados Unidos”.

Thompson, de 50 anos, foi morto a tiros em 4 de dezembro de 2024, enquanto caminhava em direção a um hotel em Manhattan para participar da conferência anual de investidores do grupo UnitedHealth.

Imagens de câmeras de segurança mostraram um atirador mascarado disparando contra Thompson pelas costas, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).

De acordo com a acusação, Mangione teria agido por vingança contra o setor de seguros e deixado mensagens escritas nas munições utilizadas.

Ele foi detido cinco dias depois em um restaurante na Pensilvânia.

Mangione se declarou inocente, mas a acusação de homicídio em segundo grau pode resultar em uma pena que varia de 15 anos à prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.

Esta foi a primeira vez que o Departamento de Justiça tentou aplicar a pena de morte durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.

O líder republicano retornou ao cargo há um ano com a promessa de retomar as execuções federais, que haviam sido interrompidas durante a presidência de seu antecessor, Joe Biden.

A juíza Margaret Garnett, nomeada por Biden, anunciou a decisão após uma série de petições judiciais apresentadas pela acusação e pela defesa nos últimos meses.

Leia Também: Correios reabrem inscrição para Plano de Desligamento Voluntário

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