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Luiza Possi relata experiências de assédio e diz que vítimas não devem se culpar

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A cantora Luiza Possi, 41, usou as redes sociais para fazer um desabafo sobre assédio após assistir ao filme “A Empregada”. Em vídeo publicado nesta terça-feira (9), a cantora afirmou que o tema vai além da violência sexual e disse que muitas vítimas ainda sentem vergonha ou dificuldade para reconhecer situações abusivas.

“Quando a gente fala em assédio, a gente já pensa em assédio sexual. Mas hoje eu queria falar sobre outros tipos de assédio. Eu quero que a gente pare de se envergonhar, eu quero que a gente pare de se calar, de fingir que a gente não viu, ou de achar que a culpa foi nossa”, afirmou.

Na publicação, a artista defendeu uma compreensão mais ampla do problema e disse que o assédio pode se manifestar de diferentes formas. “Existe o assédio moral, existe o assédio de tantas maneiras. E o que é o assédio? Ele é exatamente quando para de ser confortável, quando para de ser agradável, quando para de respeitar teu limite, o limite que você impôs”, declarou.

Luiza Possi também falou sobre a tendência de vítimas questionarem a própria percepção diante de situações de abuso. “Eu creio que todas nós, em algum momento, em algum nível, passamos por isso. E na nossa cabeça, a primeira coisa que vem é: ‘Não, a culpa foi minha. Eu entendi errado, não pode ser’. A gente sempre fica querendo culpar a vítima e desculpar o agressor”, disse.

A cantora ressaltou ainda que os efeitos de um episódio de assédio independem de sua natureza sexual. “Não pense que, porque não é assédio sexual, não machuca. Não pense que, porque não é assédio sexual, não é assédio”, afirmou.

Ao abordar as origens desse comportamento, ela associou o tema ao machismo. “Para mim, a definição de machismo é tudo aquilo que um homem tem coragem de fazer uma mulher passar em termos de desconforto, mas que jamais teria coragem de fazer isso com um semelhante do mesmo sexo”, declarou.

No encerramento do vídeo, Possi defendeu que o assunto seja tratado de forma mais aberta. “Esse assunto é pesado, esse assunto é difícil. É um assunto que a gente tenta colocar debaixo do tapete muitas vezes. É um assunto velado, ninguém gosta de falar sobre isso. Mas alguém tem que falar sobre o elefante branco que está no meio da sala”, concluiu.

Leia Também: É inaceitável, diz Tony Ramos sobre homofobia de seu personagem em ‘Quem Ama Cuida’

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