domingo, abril 26, 2026

Lula presta solidariedade a vítimas de ciclone no Paraná, e governo vai reconhecer calamidade pública

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CATARINA SCORTECCI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou solidariedade aos familiares das vítimas atingidas pelos efeitos de um ciclone extratropical no Paraná e enviou à região uma equipe de apoio liderada pela ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais).

Ainda neste sábado (8), o governo federal vai reconhecer a situação de calamidade pública nos municípios afetados. A cidade de Rio Bonito do Iguaçu foi devastada e, segundo informações preliminares da Defesa Civil do Paraná, mais de 1.000 pessoas estão desalojadas e 28 desabrigadas.

“Quero expressar meu profundo sentimento a todas as famílias que perderam seus entes queridos no tornado em Rio Bonito do Iguaçu e em Guarapuava, no Paraná. E prestar minha solidariedade a todas as pessoas que foram afetadas”, escreveu o presidente nas redes sociais.

O chefe do Executivo manifestou apoio à população paranaense e disse que será prestado todo o auxílio necessário a quem foi atingido pelo ciclone que se formou na região Sul do país e deixou ao menos seis mortos no Paraná.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o reconhecimento da situação de calamidade pública será feito de forma sumária pela Defesa Civil Nacional e passará a valer imediatamente após a assinatura do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros.

Dessa forma, os municípios já poderão solicitar recursos federais para as primeiras ações de socorro e assistência à população, como a compra e distribuição de remédios, colchões, cobertores, água, além de ações de desobstrução de vias e limpeza das áreas urbanas.

A publicação de uma portaria deve ocorrer em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) neste sábado.

“Estamos tratando com a ministra Gleisi para reconhecer a situação de calamidade e, com isso, disponibilizar não apenas o apoio da Defesa Civil Nacional, mas, também, ações articuladas com os ministérios do Desenvolvimento Social, da Saúde, dos Transportes e das Comunicações, como fizemos recentemente no Rio Grande do Sul”, destacou o ministro Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional) em nota.

Na madrugada, Waldez anunciou o envio de ajuda humanitária e de equipes de apoio para a reconstrução das regiões e manteve contato com os prefeitos de Rio Bonito do Iguaçu, César Bueno, e de Laranjeiras do Sul, Jaiso José de Oliveira.

A cidade mais afetada foi Rio Bonito do Iguaçu, que registrou ventos de 250 km/h no final da tarde de sexta-feira (7), segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). Já foram cinco mortes confirmadas no município. De acordo com o governo de Ratinho Junior (PSD), mais de 400 pessoas precisaram de socorro dos bombeiros ou de atendimento médico na região.

Em Guarapuava, foi confirmada uma morte. Ainda no Paraná, a Defesa Civil registrou danos nas cidades de Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu, Três Barras, Guaraniaçu e Foz do Iguaçu.

A ministra Gleisi Hoffmann e o ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, deslocaram-se na manhã deste sábado para a região de Rio Bonito do Iguaçu. No mesmo voo, estava o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres, do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, Armin Braun.

“Técnicos da Defesa Civil Nacional especializados em ajuda humanitária e reconstrução, já estão a caminho das cidades, e profissionais da Força Nacional do SUS prestarão auxílio à população e às equipes do governo paranaense envolvidas no resgate e no auxílio às vítimas”, informou Lula.

O grupo de Apoio a Desastres foi acionado neste sábado. A comitiva é chefiada por Braun e conta com técnicos para ajudar as prefeituras locais com os planos de trabalho.

Waldez garantiu apoio total do governo federal ao Paraná. “A equipe está autorizada a solicitar tudo o que for necessário da parte do governo federal para empregar na operação, seja força humanitária, equipamentos ou apoio logístico. O governo do presidente Lula trabalha de forma integrada, mobilizando todos os ministérios”, afirmou o ministro em nota.

Nas redes sociais, Gleisi afirmou que “o governo não medirá esforços para amparar as famílias atingidas” e também prestou solidariedade às vítimas.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome informou que a Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social será deslocada para as áreas mais afetadas.

Ela é responsável pela mobilização e coordenação de recursos materiais, humanos e logísticos em situações de emergência. “As equipes atuam diretamente no cadastramento das famílias, apoio técnico aos gestores municipais e gestão de recursos”, afirmou a pasta.

O ministro Wellington Dias também lamentou as mortes na região. “Neste momento em que discutimos os impactos das mudanças climáticas, mais um evento extremo atinge o nosso país. Expresso todo o meu pesar pelas vítimas e familiares”, disse.

“O governo do Brasil não medirá esforços para a assistência aos atingidos e o MDS está em campo para prestar todo apoio necessário. A ordem do presidente Lula é que não falte nada às pessoas afetadas”, acrescentou.

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