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Mãe denuncia espera de um ano por atendimento de filha autista em Anhanduí

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A mãe solo Claudia Mesquita Lima denuncia a espera de mais de um ano por atendimento para a filha, Lorenna Sophia Renalpho Franco, de 7 anos, diagnosticada com TEA (Transtorno do Espectro Autista) nível 2. Segundo ela, a criança está na fila da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) sem previsão de vaga, o que tem comprometido o desenvolvimento da menina e a subsistência da família, que reside em Anhanduí, distrito de Campo Grande.

De acordo com Claudia, Lorenna necessita de acompanhamento multidisciplinar, como fonoaudiologia e psicologia, serviços oferecidos pela Apae, mas inacessíveis para a família na rede privada devido aos custos. “Minha filha é autista nível 2, precisa de suporte, e está na fila da Apae há mais de um ano. A vaga nunca sai”, relatou.

A mãe afirma que buscou novamente o posto de saúde para verificar a situação do cadastro da criança. “Esses dias eu fui no postinho e pedi para colocar no sistema de novo, porque achei até que não estava. O médico colocou como urgência, mas até agora nada. Ninguém dá resposta”, disse.

Sem condições financeiras, Claudia conta que não consegue trabalhar porque precisa se dedicar integralmente aos cuidados da filha. “Eu não posso trabalhar. Estou esperando o BPC Loas, que também não aprova. Não tenho dinheiro para pagar R$ 120 por cada consulta de fono ou terapia. É muito complicado”, desabafou.

Segundo ela, o atendimento disponível atualmente é limitado. “Aqui pelo postinho é só clínico. Caps (Centro de Atenção Psicossocial) também, mas não tem o acompanhamento completo que ela precisa. Na Apae tem todos os procedimentos”, afirmou.

Claudia reforça que a falta de atendimento tem impacto direto no desenvolvimento da criança. “Ela precisa de tratamento contínuo. Cada mês que passa sem terapia é um atraso para ela”, declarou, ao pedir apoio para que o caso ganhe visibilidade. “Queria ver se vocês colocavam no jornal.”

Como a Apae recebe apenas pacientes encaminhados pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), a reportagem procurou a secretaria responsável pela regulação de vagas na rede pública de saúde e assistência social, mas não obteve resposta. O espaço fica aberto para posicionamento.

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