quinta-feira, setembro 17, 2026

Manobra da prefeitura deixa IPTU mais caro; moradores destacam abandono dos bairros

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Após o TopMídiaNews mostrar o aumento significativo na cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2026 dos campo-grandenses, um morador do Bairro Jacy procurou a reportagem mostrando que apesar de ver as contas de seus imóveis subirem, o bairro continua sem qualquer melhoria significativa.

Valter Alves Delgado, de 65 anos, então explicou que quando comparou os IPTUs de 2024 e 2025 viu os valores do imposto do seu apartamento aumentar 31,31% e da sua casa subir cerca de 19,50%. “Se verificarmos a inflação divulgada pelo governo, IPCA, está em torno de 4.33% nos últimos 12 meses. Assim sendo, nada justifica este aumento”, detalhou.

Além disso, ele lembrou que as ruas do bairro e de toda Campo Grande, não apresentam estar melhorando mesmo com os altos valores cobrados.

“Neste cenário, onde encontramos ruas esburacadas, postos de saúde com falta de medicamentos, ou filas enormes para atendimento, obras que demoram uma eternidade para serem concluídas, a Capital está vivendo de forma precária, que não justifica um aumento dessa ordem”, disse Valter.

Para tentar cobrar explicações, o campo-grandense procurou a prefeitura, mas acabou dando de cara com a porta ao ser informado que qualquer questionamento sobre o IPTU 2026 poderá ser realizado apenas a partir do dia 5 de janeiro.

“Fui ao Procon, no entanto, eles não atendem este tipo de demanda, me orientado procurar o Ministério Público Estadual. Se nós, enquanto contribuinte não nos mobilizarmos, o poder público continuará nos ‘sangrando’ com altos impostos”, critica.

Reajuste aprovado por Adriane Lopes

A prefeitura divulgou reajuste oficial de 5,32%. A mudança estaria relacionada a alterações na Planta Genérica de Valores, feitas por decreto pela prefeita Adriane Lopes (PP).

A Planta Genérica de Valores ou PGV é um instrumento técnico usado pela prefeitura para definir quanto vale cada imóvel da cidade para fins de tributação. Ela funciona como uma tabela de referência, que atribui valores ao metro quadrado dos terrenos e das construções com base em critérios como localização, padrão do imóvel, infraestrutura do bairro e uso do solo. A partir desses valores, o município calcula o chamado valor venal, que serve de base para o IPTU.

Os dados sobre o reajuste foram reunidos a partir da comparação entre os valores pagos em 2025 e os lançamentos previstos para 2026, conforme amostragem de inscrições imobiliárias. São registros de imóveis que tiveram o IPTU praticamente dobrado ou triplicado de um ano para o outro, sem que os contribuintes tenham realizado alterações significativas nos imóveis ou recebido explicações individualizadas sobre os critérios utilizados na cobrança.

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