Hoje vereador de Campo Grande, Marquinhos Trad (PV), disse ter sido pego de surpresa pela operação deflagrada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), por intermédio do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
Para o TopMídiaNews, ele disse ter ficado ciente dos mandados por meio da imprensa. “Foi uma surpresa. Apesar de serem contratos firmados em 2018, ainda sobre meu mandato, minhas contas foram todas aprovadas”, detalhou.
O vereador também afirmou que tais investigações em contratos precisam passar antes pelos órgãos responsáveis.
“O que sei é que não sou um dos alvos, já que ninguém apareceu na minha casa. Mas existem emaranhados políticos que envolvem tudo isso”, finalizou.
Operação
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de forças especiais como o Gecoc e o Gaeco, deflagrou nesta terça-feira (12) a Operação “Buraco Sem Fim”, que investiga um esquema de fraudes em contratos de manutenção de vias públicas em Campo Grande.
Ao todo, foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão. Entre os alvos está o ex-secretário municipal de Obras, Rudi Fiorese, que foi preso em casa durante a ação. Também são investigados o coordenador do serviço de tapa-buracos, Edivaldo Aquino Pereira, e o coordenador da Sisep, Mehdi Talayeh.
Durante as buscas, os agentes encontraram grandes quantias em dinheiro vivo, que somam pelo menos R$ 429 mil, incluindo R$ 186 mil na casa de um servidor e R$ 233 mil em outro endereço.
Segundo o MPMS, a investigação aponta a existência de uma organização criminosa responsável por fraudar medições e pagamentos de serviços de tapa-buracos, resultando em desvio de recursos públicos e prejuízo à qualidade das vias da Capital.
Os levantamentos indicam que a empresa investigada recebeu mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos entre 2018 e 2025. As apurações seguem em sigilo.

