sábado, outubro 31, 2026

Mercado pecuário de MS registra volume 10% acima da média dos últimos cinco anos

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O mercado pecuário de Mato Grosso do Sul mantém ritmo aquecido em 2026, mesmo com os recentes ajustes nas cotações da arroba do boi gordo. Dados do Boletim SIGABOV, elaborado pelo Departamento Técnico (DETEC) do Sistema Famasul, apontam que o Estado encerrou o primeiro semestre com um dos maiores volumes de produção da série histórica, além de valorização dos animais de reposição e exportações em alta.

Abates seguem em nível elevado

Entre janeiro e junho deste ano, os frigoríficos sul-mato-grossenses abateram 2,08 milhões de bovinos, resultado apenas 1% inferior ao recorde registrado no mesmo período de 2025.

Apesar da leve redução, o desempenho permanece 10% acima da média dos últimos cinco anos, demonstrando a força da pecuária estadual e a continuidade da elevada oferta de animais para o mercado.

Mudança no perfil dos animais abatidos

Segundo o consultor técnico em pecuária do Senar/MS, Diego Guidolin, o setor começou a registrar mudanças na composição dos animais destinados ao abate.

Em junho, houve maior participação de machos entre 13 e 24 meses, enquanto o volume de fêmeas abatidas apresentou redução em relação ao acumulado do ano.

Para o especialista, esse comportamento indica uma oferta consistente de animais terminados, impulsionada pela demanda firme por carne bovina tanto no mercado interno quanto no exterior.

Exportações impulsionam o setor

Outro destaque do levantamento é o desempenho das exportações. Junho registrou o maior volume de embarques de carne bovina do ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para manter o aquecimento da cadeia produtiva, mesmo diante das oscilações no mercado da arroba.

Reposição segue valorizada

O mercado de reposição também continua em alta.

Na comparação com junho de 2025:

  • Bezerro: valorização de 16%;
  • Bezerra: alta de 19%.

O movimento reforça o bom momento da cria e recria no Estado, embora represente maior custo para os pecuaristas que precisam recompor seus rebanhos.

Perspectiva

Mesmo com ajustes pontuais no preço da arroba e desafios no comércio internacional, o boletim aponta que Mato Grosso do Sul segue entre os principais polos da pecuária brasileira, sustentado pelo elevado volume de produção, exportações aquecidas e valorização dos animais de reposição. A expectativa do setor é de manutenção da demanda por carne bovina ao longo do segundo semestre, acompanhando a evolução do mercado interno e das exportações.

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