Comerciantes e moradores do Bairro Amambaí estão revoltados com onda de furtos, consumo de drogas e invasão de escola municipal, por parte de viciados em drogas, atendidos pelo Centro POP. Eles querem a transferência do órgão assistencial, recém instalado na localidade.
Já é a terceira vez que a reportagem volta ao bairro, após apelo de moradores. O caso mais recente foi de invasão às dependências da Escola Municipal José Rodrigues Benfica, ao lado do centro de acolhimento.
Um dos desabafos veio do morador e comerciante José Roberto Moura, alvo de criminosos.
''É o bairro mais antigo de Campo Grande. Era para ser cartão postal… quem vai investir dinheiro aqui ao lado do Centro POP?'', comentou. Ele complementou dizendo que ninguém vai investir ali e a situação dos viciados só afugenta investidores.
Outra comerciante, Marilene Fernanda da Silva, que é presidente da Associação de Pais e Mestres da Escola José Rodrigues Benfica, detalhou os inúmeros transtornos com a presença dos dependentes químicos.
''Eles aparecem com cachimbo, cheio de camisinhas… se ajoelham, me pedem 20 reais, que é para usar droga… '', lamentou a empresária. A mulher disse que há policiamento dentro do órgão da assistência social, mas não na escola nem nas ruas do bairro.
''Eu tô querendo fechar aqui porque o movimento caiu'', lamentou. Ela reportou outros furtos na região, inclusive em uma vizinha, que teve todos os frangos da geladeira jogados ao chão.
No fim de semana, usuários atendidos pelo Centro POP invadiram a escola municipal e promoveram destruição no local, algo que revoltou ainda mais a vizinhança. Outro lamento é que há uso indiscriminado de drogas e bebidas em frente aos alunos.
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