O motociclista Luiz Henrique de Oliveira Rosa, de 29 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (18) após ser atingido por uma caminhonete na BR-163, em Dourados. O condutor do veículo, o empresário Ricardo Boschetti Medeiros, de 40 anos, foi preso em flagrante por embriaguez ao volante e, no dia seguinte, teve liberdade provisória concedida pela Justiça.
Acidente ocorreu na saída para Caarapó
De acordo com o registro da ocorrência, o acidente aconteceu na noite de segunda-feira, nas proximidades da Estação de Tratamento de Água, na saída para Caarapó.
Luiz Henrique seguia da região da Sitioca Ouro Fino e, ao acessar a rodovia, foi atingido na traseira por uma caminhonete Chevrolet S10. Com a força do impacto, a motocicleta foi arrastada por cerca de 150 metros.
A vítima sofreu escoriações e traumatismo craniano. Ele foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital da Vida, onde morreu por volta da meia-noite. O estado de saúde era considerado gravíssimo.
PRF aponta sinais de embriaguez
Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal, o motorista da caminhonete apresentava sinais visíveis de embriaguez, recusou-se a realizar o teste do bafômetro e declarou aos policiais que havia ingerido cerveja.
Segundo o boletim de ocorrência, o empresário permaneceu no local após o acidente, mas teria tentado fugir quando a equipe chegou, sendo contido e algemado. Durante o deslocamento até a delegacia, ele teria elevado o tom de voz e feito declarações aos policiais.
Ainda conforme o registro, na delegacia o condutor teria proferido novas declarações e ameaças. A PRF informou que o procedimento foi realizado com respeito e que o uso de algemas foi considerado necessário por questões de segurança, diante da ausência de compartimento isolado na viatura e da imprevisibilidade de conduta apontada pela equipe.
Enquadramento e decisão judicial
Com a confirmação da morte da vítima, Ricardo Boschetti Medeiros deverá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor e por conduzir veículo sob influência de álcool. Ele também foi autuado em flagrante por ameaça e desacato.
Na manhã de terça-feira (17), o juiz plantonista Caio Márcio de Britto concedeu liberdade provisória ao empresário, mediante medidas cautelares, entre elas recolhimento domiciliar no período noturno e proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias.
Na decisão, o magistrado destacou que não houve pedido de prisão preventiva por parte da autoridade policial nem do Ministério Público, além de não ter sido arbitrada fiança no caso.
O processo seguirá em tramitação para apuração das responsabilidades.


