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Mulher processa clínica após receber injeção que seria aplicada em cachorra

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SÃO PAULO, SP (UOL/) – Uma mulher ingressou com um ação judicial contra uma clínica veterinária localizada em Vinhedo, no interior de São Paulo, após receber uma injeção que deveria ter sido aplicada em sua cachorra.

Erro aconteceu em janeiro de 2024, mas a mulher processou a clínica em maio deste ano. Na ocasião, a tutora havia levado a cachorra para atendimento devido a dores em uma das patas do bicho. As informações constam nos autos do processo.

Na clínica, a veterinária analisou o animal e recomendou a aplicação de medicamentos injetáveis. Para realizar a aplicação, a médica mandou a tutora segurar o animal. Porém, devido a uma falha, ela injetou o líquido em um dos braços da mulher em vez de injetar no cão.

Veterinária aplicou um antibiótico de uso restrito a animais. Medicamento injetado foi o enrofloxacino, o que teria provocado dores intensas e ardência, segundo relato da tutora que consta nos autos do processo.

A tutora precisou ser levada para atendimento na Santa Casa de Vinhedo. No local, ela recebeu medicação para conter reação alérgica. Entretanto, a mulher precisou de mais atendimentos, dessa vez no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, devido a um edema no braço.

Tutora afirma que a profissional responsável admitiu a falha. A mulher também anexou aos autos do processo imagens das câmeras de segurança da clínica para servir como prova, além de imagens de como seu braço ficou após receber a injeção.

Na época, a tutora registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal culposa, quando não há intenção. Nessa ação, o inquérito foi concluído por meio de uma audiência conciliatória em que a veterinária concordou com o pagamento de um salário mínimo como forma de prestação pecuniária. O valor, porém, não foi destinado à tutora.

Agora, a tutora ingressou diretamente na Justiça com uma ação cível indenizatória. No total, ela pede o pagamento de indenização no valor de R$ 52.357,18, sendo R$ 2.537,18 para cobrir despesas médicas e R$ 50 mil por danos morais. O caso ainda não foi julgado.

Defesa da tutora classificou o erro cometido pela clínica como “absurdo”. Em nota ao UOL, o advogado Flávio Grossi disse ser “lamentável” que sua cliente precise acionar a Justiça “para a devida reparação, ante a absoluta negativa negligente da empresa”.

O QUE DIZ A CLÍNICA

Por meio de nota, a Clínica Veterinária Pet Son disse que o ocorrido com a tutora foi “um fato isolado”. O estabelecimento ainda afirmou que “desde o primeiro momento prestou acompanhamento e assistência” à tutora.

Clínica também disse que o caso ainda transcorre no Tribunal, por isso “não é adequado antecipar discussões técnicas ou jurídicas no momento”. “A Pet Son reafirma sua confiança na adequada apuração do fatos pelas vias institucionais competentes e permanece à disposição para os esclarecimentos pertinentes”, completou.

Leia Também: Festejos juninos começam nesta sexta-feira no Maranhão

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