Uma mulher procurou a polícia após relatar episódios recorrentes de perseguição, ameaças e agressões por parte da ex-companheira em Naviraí, município a 352 quilômetros de Campo Grande. A perseguição teria se iniciado no mês de março.
Conforme informações do boeltim de ocorrência, a vítima, que trabalha em um estabelecimento na Avenida Campo Grande, relatou a polícia que vinha sendo constantemente importunada pela ex-namorada, que teria comparecido no seu ambiente de trabalho, causando transtornos e constrangimentos.
A vítima detalhou que manteve relacionamento com a autora por cerca de três anos, estando separadas há aproximadamente dois. Desde então, segundo relato, os episódios de perseguição se tornaram frequentes, incluindo aparições inesperadas em sua residência e no local de trabalho.
Em uma das ocasiões, a suspeita foi até a loja onde ela trabalha e passou a agir de forma agressiva, chegando a arremessar um capacete que atingiu sua perna, causando hematoma. Durante a ação, a autora proferiu ofensas e ameaças de morte. Em outro momento, teria subido com uma motocicleta na calçada, aparentando tentar atropelar a vítima, que conseguiu fugir.
Mesmo após bloqueios telefônicos, a suspeita continuou tentando contato por outros números. A situação se agravou durante a última sexta-feira (3), quando a mãe da autora também teria enviado mensagens ofensivas à vítima, com xingamentos de cunho discriminatório, incluindo ataques relacionados à sua orientação sexual e identidade de gênero como ‘aberração que veio à vida’, ‘puta’, ‘que não sabia se era homem ou mulher’, ‘drogada do caralho’, além de ameaças veladas: ‘o que é seu está guardado’.
Diante dos fatos, foram registrados os crimes de perturbação do sossego, injúria no contexto de violência doméstica, vias de fato, injúria qualificada por LGBTfobia e ameaça com agravante por se tratar de vítima mulher.
O caso foi encaminhado à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher). A vítima manifestou interesse em solicitar medidas protetivas de urgência, mas informou, até o momento, não desejar representar criminalmente contra a ex-companheira.


