terça-feira, agosto 4, 2026
Bora Ouvir – Total 40 Graus
BORA OUVIR
PROGRAMAÇÃO TOTAL 40 GRAUS
🔴 AO VIVO AGORA
Clique em "Letra" para ver a letra da música atual

Mulheres que sofreram violência sexual têm mais problemas cardíacos

Date:

Share G1 Style

Meninas e mulheres vítimas de violência sexual têm 74% mais chances de desenvolver problemas cardíacos. É o que aponta um estudo realizado com base na Pesquisa Nacional de Saúde.

Segundo o levantamento, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, mulheres que sofreram violência sexual apresentaram maiores índices de infarto do miocárdio e arritmias, em comparação com mulheres que não sofreram. Já nos casos de angina e insuficiência cardíaca não houve discrepâncias significativas.

O pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Paixão, explica que, na maioria das vezes, as pessoas pensam apenas na saúde mental quando querem investigar os efeitos da violência sexual, mas o trauma pode repercutir em outras áreas.

“Quando a gente fala de violência, a gente tem algumas definições importantes e a literatura já vem mostrando essa associação muito forte, especialmente quando essa experiência é vivida nos primeiros anos da infância, adolescência, mas que a repercussão, às vezes, acontece ao longo da vida”.

A hipótese do grupo de pesquisa é que a violência aumente o risco cardiovascular por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais. Quadros de ansiedade e depressão, comuns em vítimas, têm relação com males cardíacos. O estresse também causa efeitos fisiológicos.

“O estresse crônico aumenta a inflamação. Nossos sistemas orgânicos, biológicos vão ativar as toxinas inflamatórias, que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Também podem alterar outros sistemas fisiológicos. Aumento da pressão arterial, frequência cardíaca”.

O pesquisador ainda relata que, quem vivencia episódios de violência pode ter maior chance de desenvolver comportamentos danosos que aumentam os riscos cardiovasculares, a exemplo do tabagismo, alcoolismo, uso de entorpecentes, alimentação inadequada e sedentarismo.

A violência sexual, ressalta Eduardo Paixão, é um problema de saúde pública no Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, 8,61 porcento das mulheres relataram ter sofrido ao menos alguma violência do tipo ao longo da vida, contra cerca de dois porcento dos homens.

Dados mostram avanço da letalidade policial mesmo sem grandes operações, com destaque para alta na Baixada Santista; cenário contrasta com queda de crimes como homicídios e roubos, enquanto governo atribui aumento ao combate a organizações criminosas

| 07:00 – 12/04/2026

Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
76,002FansLike

Artigos relacionados

Flávio cita importância de ter Reinaldo no Senado: 'sabe muito de política' (vídeo)

Candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), esteve junto com Reinaldo Azambuja, mesmo partido, e citou a importância de tê-lo...

Adolescente é atraída e estuprada pelo vizinho em Nova Alvorada do Sul

Homem de 41 anos foi preso por suspeita de estuprar e aliciar uma adolescente de 13 anos em...

Novas tarifas elevam pedágio da BR-163; em São Gabriel do Oeste valor sobe para R$ 10,70

Reajuste autorizado pela ANTT entra em vigor na quarta-feira (5); para veículos de passeio, aumento na praça de...

Flávio Bolsonaro se reúne com Reinaldo Azambuja e elogia alianças do PL em Mato Grosso do Sul

Candidato à Presidência afirmou que lideranças de Mato Grosso do Sul podem contribuir para o desenvolvimento do país. O...