Associação e Centro Social dos Militares Estaduais e Pensionistas de Mato Grosso do Sul reagiu à prisão de policiais militares, em uma ocorrência de morte de suspeito, em Anastácio.
Em meio à repercussão, o presidente da ACS, Edmar Soares da Silva, saiu em defesa dos militares e criticou a decisão que resultou na detenção da dupla.
”A ACS está dando total apoio e não irá descansar enquanto não fizer justiça na vida dos militares. Não concordamos com essa prisão, entendemos que ela é exagerada, e já estamos adotando as providências para sua revogação”, afirmou Edmar. Para ele, havia alternativas à medida extrema, como a transferência dos policiais para Campo Grande durante o andamento das investigações.
O caso ocorreu na madrugada do dia 31 de março, em Anastácio, a 123 quilômetros da Capital. Wellington morreu durante uma abordagem da Polícia Militar. Familiares alegam que o jovem foi atingido pelas costas e não teria reagido à ação policial.
No entanto, o laudo necroscópico aponta outra dinâmica. De acordo com o exame, Wellington sofreu um disparo na região mandibular esquerda, com trajetória horizontal até a base do crânio, onde o projétil ficou alojado. A informação contraria a narrativa inicial da família sobre um tiro pelas costas.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) e solicitou a prisão temporária dos envolvidos, medida autorizada pela Justiça. Segundo a corporação, a decisão foi baseada em análise técnica e visa garantir a ordem pública e a lisura das investigações.
Edmar, por sua vez, sustenta que os policiais agiram dentro da legalidade. Ele destaca que o homem abordado era apontado como autor de dois homicídios na cidade e classificou os crimes como “bárbaros”. “Não podemos execrar esses policiais. É hipocrisia atacar os policiais militares que estavam cumprindo seu dever e agindo no estrito cumprimento do dever legal, e em legítima defesa própria”, declarou.


