O ex-deputado estadual, Neno Razuk, preso neste domingo (2), na Bolívia, passou por exames de corpo de delito, em Corumbá, nesta segunda-feira (3). A após o procedimento, o político fica apto a voltar para Campo Grande, comarca onde deve cumprir prisão determinada pela Justiça de MS. A defesa dele informou que ele foi ao país vizinho antes da prisão ser decretada.
Conforme o site El Deber, da Bolívia, Neno foi interceptado após ação conjunta das polícias brasileira e boliviana na região de Santa Cruz de La Sierra. Ele foi entregue à Polícia Federal – em Corumbá – por volta da meia noite deste domingo e depois seguiu para exame de corpo de delito na Cidade Branca.
O deputado voltará para Campo Grande, local onde tem residência e comarca onde respondeu processo judicial por crimes correlatos ao jogo do bicho.
Resposta
A defesa do político garante que Neno foi à Bolívia antes da decretação da prisão preventiva, que foi descoberta somente após divulgação na imprensa. Os advogados destacaram que o cliente não se apresentou porque esperava recurso ainda na Justiça Eleitoral, que poderia lhe conferir o foro privilegiado e alterar a decisão pelo encarceramento.
Também foi dito que Neno, após ter recursos negados, se comprometeu, inclusive nos autos, a se apresentar às autoridades competentes.
''Antes de reingressar em território nacional, contudo, Roberto Razuk Filho foi abordado por autoridades estrangeiras, que procederam à sua entrega à Polícia Federal, impossibilitando que a apresentação voluntária ocorresse nos moldes previamente requeridos e autorizados pelo Poder Judiciário'', diz trecho da nota da defesa.
Os advogados prometeram apresentar à justiça argumentos que mostrariam que a prisão preventiva foi equivocada, sobretudo no que diz respeito à contemporaneidade dos fatos atribuídos ao ex-deputado.
Condenado
Neno estava foragido da Justiça por condenação em primeira instância da Justiça de MS. Ele era deputado estadual, mas condenações de ex-candidatos levaram o partido dele, o PL, a sofrer punição com a perda do mandato. Com isso, o parlamentar perdeu o foro por prerrogativa de função.
A justiça decretou a prisão no mês passado, mas Razuk sequer chegou a ser encontrado. Desde então era considerado fugitivo e o nome dele estava em vias de ser incluído na Lista Vermelha da Interpol.

