Área técnica do TSE deverá apurar a circulação de possíveis conteúdos desinformativos após decisões divergentes sobre a suspensão do canal “Exército do Lula”.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) que a área técnica da Corte analise, com máxima urgência, possíveis práticas de desinformação relacionadas ao canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
A avaliação deverá identificar se mensagens iguais ou semelhantes às investigadas também circularam em outras plataformas, além de verificar possíveis indícios de atuação coordenada na disseminação dos conteúdos. A análise será conduzida pela Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do tribunal.
Decisões divergentes sobre o canal
A determinação ocorre após decisões distintas de ministros do TSE sobre o funcionamento do canal, utilizado para divulgar conteúdos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
No sábado (10), Nunes Marques determinou a suspensão do canal após um pedido apresentado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.
No domingo (11), porém, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu provisoriamente os efeitos da ordem e autorizou o restabelecimento do canal.
Ao justificar a decisão, Cueva apontou que os elementos apresentados até aquele momento não eram suficientes para fundamentar uma restrição tão abrangente. O ministro também determinou que conteúdos já considerados falsos pela Justiça Eleitoral não fossem divulgados novamente, sob risco de uma nova suspensão.
Reunião com representantes das campanhas
Nunes Marques também convidou os coordenadores das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para uma reunião prevista para terça-feira (13). O encontro deverá tratar da conduta das candidaturas durante o segundo turno das eleições presidenciais.
A análise técnica deverá fornecer subsídios para a avaliação do caso pela Justiça Eleitoral, em meio à discussão sobre a circulação de informações nas plataformas digitais e os limites das medidas judiciais durante a campanha.
Fonte: Agência Brasil.

