domingo, maio 24, 2026

“Obcecado” abre fogo junto à Casa Branca: Veja o que aconteceu

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Vocêm homem armado abriu fogo contra agentes do United States Secret Service em frente à Casa Branca, no sábado, e morreu após ser baleado. O incidente aconteceu ainda antes do anoitecer, mas um forte esquema policial permaneceu no local durante toda a noite nos arredores da residência oficial do presidente dos Estados Unidos.

O atirador disparou contra agentes em um posto de segurança próximo à Casa Branca. “Os agentes do Serviço Secreto reagiram, atingindo o suspeito, que foi levado a um hospital local, onde morreu posteriormente”, informou a corporação em comunicado.

Uma pessoa que passava pelo local também ficou ferida durante a troca de tiros, segundo o serviço de segurança presidencial, que não divulgou detalhes sobre o estado de saúde da vítima. De acordo com a CBS News, o pedestre estaria em estado grave.

Mais cedo, a imprensa norte-americana havia noticiado que agentes responsáveis pela segurança pessoal do presidente responderam a relatos sobre um homem armado nas proximidades da Casa Branca, o que desencadeou o tiroteio.

Entre 15 e 30 disparos teriam sido efetuados em uma esquina a cerca de um quarteirão do prédio onde mora o presidente dos EUA, Donald Trump.

O som dos tiros foi ouvido por jornalistas que estavam no gramado norte da Casa Branca fazendo transmissões ao vivo sobre o andamento das negociações de paz com o Irã e a possibilidade de um acordo anunciado por Trump naquele sábado.

Os profissionais foram levados para a sala de imprensa e acompanharam a movimentação de agentes fortemente armados do Serviço Secreto.

A correspondente-chefe da ABC News na Casa Branca, Selina Wang, foi uma das jornalistas que relatou o episódio e publicou um vídeo do momento.

“Eu estava gravando um vídeo para as redes sociais com meu iPhone no gramado norte da Casa Branca quando ouvimos os tiros. Pareciam dezenas de disparos. Nos mandaram correr para a sala de coletiva de imprensa, onde estamos agora”, contou.

Trump estava na Casa Branca no momento dos disparos. Ele havia cancelado todas as viagens do fim de semana por causa da crise com o Irã e não foi afetado pelo ocorrido, informou o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi.

“Obcecado” pela Casa Branca

Donald Trump também se pronunciou sobre o caso e afirmou que o homem que abriu fogo perto da Casa Branca tinha histórico de violência e parecia obcecado pelo local.

“Agradeço aos nossos excelentes agentes do Serviço Secreto e às forças de segurança pela ação rápida e profissional nesta noite contra um atirador perto da Casa Branca que tinha histórico de violência e parecia obcecado pelo edifício mais amado da nossa nação”, escreveu nas redes sociais.

Diversos veículos de imprensa dos Estados Unidos identificaram o suspeito como Nasire Best, de 21 anos. Morador de Maryland, ele tinha histórico de problemas de saúde mental e já era conhecido do Serviço Secreto por circular diversas vezes nas imediações da Casa Branca.

Incidente ocorreu cerca de um mês após outro episódio de segurança

O caso aconteceu cerca de um mês depois do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, quando um homem de 31 anos tentou entrar armado no salão do hotel onde ocorria o evento, que contava com a presença de Trump, da primeira-dama Melania Trump, integrantes do governo, do presidente da Câmara dos Representantes e cerca de dois mil convidados.

Segundo a promotoria, por volta das 20h30, Cole Allen passou correndo pelo detector de metais, seguiu em direção à escadaria que levava ao salão principal e disparou uma arma.

Agentes do Serviço Secreto responderam com cinco tiros. O homem não foi atingido, caiu no chão e foi imobilizado. Ninguém ficou ferido, embora os disparos tenham provocado a retirada de Trump do local.

De acordo com documentos judiciais, Allen deixou mensagens eletrônicas antes do ataque dizendo que seu alvo era Trump, a quem chamou de “pedófilo, estuprador e traidor”. Nos textos, ele também pedia desculpas à família, explicava os motivos da invasão, afirmava estar disposto a matar integrantes do governo e dizia considerar os demais convidados como “dano colateral aceitável”.

Ainda segundo a investigação, Allen planejou o ataque durante semanas e viajou de trem desde a Califórnia para evitar os controles de segurança dos aeroportos.

Além disso, reservou duas noites no hotel onde o jantar acontecia para conseguir acessar o local como hóspede, já que essa era a única forma de entrar no evento.

Allen se declarou inocente das acusações e deve voltar ao tribunal em 29 de junho.

Leia Também: Oito mortos e dezenas de trabalhadores presos em mina de carvão na China



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