domingo, novembro 1, 2026

Operação Antidotum apura desvio de R$ 4,9 milhões na Santa Casa

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, nesta sexta-feira (11), uma operação para investigar o desvio de pelo menos R$ 4,9 milhões da Santa Casa de Campo Grande. A Operação Antidotum cumpre seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

A ação é realizada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o MPMS, parte do prejuízo teria ocorrido em um contrato para digitalização de prontuários médicos. O acordo previa pagamentos de R$ 1,8 milhão por ano, durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões.

Somente no primeiro ano, a investigação identificou R$ 1,4 milhão em pagamentos que não teriam sido acompanhados da devida prestação dos serviços contratados, segundo o Ministério Público.

Outra frente da investigação envolve a Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande. Conforme o MPMS, a operadora teria repassado aproximadamente R$ 9,6 milhões, somente em 2025, para empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico.

A investigação aponta que essas empresas tinham como proprietário uma pessoa com ligações com integrantes da diretoria da Santa Casa. Os negócios ainda estavam registrados em um mesmo endereço que, segundo o Ministério Público, encontrava-se desocupado.

Desses pagamentos, pelo menos R$ 3,5 milhões teriam representado prejuízo à entidade, conforme os valores identificados até o momento.

Com isso, os valores já apontados nas duas frentes da investigação somam mais de R$ 4,9 milhões em prejuízos. O MPMS ressalta que o montante total ainda está sendo apurado e pode aumentar com o avanço das investigações.

Ainda segundo o Ministério Público, contratos, pagamentos e prestações de contas eram omitidos de órgãos de controle, como o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

A operação conta com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.

O nome da operação, Antidotum, vem do latim e significa “antídoto” ou “contraveneno”, em referência a uma medida utilizada para neutralizar algo nocivo.

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